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Rompimento de barragem em Brumadinho é mais um crime contra o meio ambiente no Brasil

Compartilhe:     |  30 de janeiro de 2019

A ganância e a irresponsabilidade superam a vida e o meio ambiente. Errar uma vez é humano. Duas vezes, além de burrice, é crime. O Brasil deveria ter implementado medidas para prevenir o colapso de barragens mortais e catastróficas, após o desastre da Samarco em 2015. Se continuarmos assim nesse império de irresponsabilidade, negligência e impunidade, o que deixaremos para as futuras gerações?

O desastre de Brumadinho deve ser investigado como um crime, porque, no mínimo, houve falta de fiscalização, negligência, irresponsabilidade. É claro que há um responsável direto, mas é preciso chamar a atenção para o envolvimento de uma série de atores que precisam ser lembrados nessa hora, pois trata-se de um crime ambiental coletivo, com várias fontes geradoras.

Além dos dirigentes da empresa Vale, alguns agentes políticos deram a sua contribuição indireta para a tragédia, a exemplo de deputados estaduais mineiros que, no ano passado, vetaram um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais que tratava do endurecimento de leis sobre o funcionamento das mineradoras.

O empresário trabalha na maximização do lucro e, por isso, se ele tiver suas ações regidas por leis brandas, adota as medidas mais baratas para poder lucrar mais e remunerar melhor os acionistas e é aí que começa o problema.

O rompimento da barragem de Brumadinho revela a falência do modelo privatista da exploração mineral e reitera a importância do licenciamento ambiental para o Brasil. o exemplo da tragédia de Brumadinho inviabiliza a ideia de uma maior flexibilização nas leis ambientais, principalmente na área da mineração, responsável agora pelos maiores acidentes ambientais do país.

Não dá para o governo federal propor restringir multas e facilitar regulamentações sobre mineração e indústrias que exploram recursos naturais diante da lama que está contaminando o rio Paraopeba, afluente do São Francisco, podendo chegar até este, com um resultado ainda mais catastrófico.

A grande interrogação agora é sobre milhares de barragens espalhadas pelo país. Como se tem feito o monitoramento dessas barragens? O mais grave é que um relatório de novembro, da Agência Nacional das Águas, afirmou que apenas 3% das 24.092 barragens espalhadas pelo país foram vistoriadas. Repetimos a pergunta: o que deixaremos para as futuras gerações?



Fonte: Espaço Ecológico



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