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Saiba como proteger os animais do barulho dos fogos de artifício

Compartilhe:     |  16 de dezembro de 2018

É comum nas festas de final de ano os shows no céu de fogos de artifício. O barulho que eles fazem, porém, pode assustar muitos animais.

Com o final de ano se aproximando, tutores de animais têm a mesma preocupação: fogos de artifício. Em maio deste ano, a Prefeitura de São Paulo sancionou um projeto de lei, número 01-00097/2017, que “proíbe a fabricação, a comercialização, o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de São Paulo”.

Montagem/ Lalo de Almeida/FolhaPress

Quem infringir será multado em R$ 2 mil, valor que será dobrado na primeira reincidência e quadruplicado a partir da segunda reincidência, dentro de um prazo de 30 dias.

A prefeitura informou que como a lei está em fase de regulamentação ainda não haverá a fiscalização. No entanto, afirma que a festa de ano novo na avenida Paulista terá apenas fogos de efeito visual. Os tradicionais rojões estarão banidos, pelo menos na festa oficial da cidade. “A prefeitura dá o exemplo já antecipando a medida na festa promovida pelo poder público”, diz a nota.

Animais assustados

Minutos antes da meia noite começou o espetáculo de fogos de artifício no céu de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Era 31 de dezembro e as pessoas começavam a se despedir de 2014. Enquanto alguns admiravam as luzes que enfeitavam o céu, dois cachorrinhos tentavam se esconder no meio das almofadas, subir na cabeceira da cama ou se enfiar em qualquer canto seguro. Lua e Rocky tinham 3 e 5 anos de idade e estavam tremendo de medo dentro da casa da radialista Tamiris Oliveira.

A tutora dos animais não sabia o que fazer com eles, já tinha fechado a casa para abafar os estouros que aconteciam no hotel ao lado e nos vizinhos. Tamiris foi para o lado de fora da casa assistir aos fogos e quando abriu a porta do carro para mudá-lo de lugar, Rocky e Lua correram para dentro do veículo. “Foi na virada que descobri que eles ficavam mais calmos no carro.”

“Depois de uns 15… 20 minutos de estouro os dois se acalmaram e eu coloquei eles no quarto e saí para falar feliz ano novo para as pessoas”. Só com os dois calmos, Tamiris pôde abraçar os pais, a avó e os vizinhos que faziam a festa na rua.

Mas o que fazer com os animais?

Rocky e Lua não são os únicos animais que sentem medo dos fogos de artifício barulhentos. Animais, domésticos ou não, têm uma audição muito mais sensível do que a nossa.

Muitos tutores buscam dicas na internet para acalmar seus animais. Colocar algodão nos ouvidos, enrolá-lo em panos, dar calmantes, colocar uma música, ligar a TV ou o ventilador para abafar o estouro. As dicas não têm fim, mas não quer dizer que funcionem.

O R7 conversou com a veterinária Dr. Helena Tioko Moramatu e pegou dicas que realmente funcionam para acalmar os animais nessas situações de pavor.

“Calmantes… olha, não funcionam muito bem. E essa coisa do algodão também não é muito boa, muitas vezes incomoda mais ainda o animal.” Para ela não existe muito o que fazer, cada animal tem um temperamento e vai reagir de uma forma diferente, não existe uma receita para acalmá-los.

“O mais importante é fazer companhia para seu animal. Se ele gosta de ficar debaixo do sofá ou da mesa, fique lá com ele. O importante é criar um ambiente confortável e aconchegante.”

Para a veterinária, uma coisa que pode ajudar são os florais, um composto natural feito a partir de flores, plantas ou ervas que dependendo do vegetal utilizado tem determinado fim terapêutico. “Algumas pessoas dão floral, mas tem que ser frequente. Não adianta começar a dar o floral no dia da virada para o animal, seu uso é homeopático e deve ser administrado dias antes.”

Vai deixar seu animal sozinho?

Mas e quem for comemorar a virada do ano fora de casa, uma data comum para a queima de fogos de artifício, e tiver um animal com esse medo? Muitos animais, em busca de um lugar calmo e seguro durante os fogos podem fugir ou se machucar. “Quando você está estressado faz coisas que não faria, os bichinhos também. Alguns animais podem infartar de tão assustados que estão.”

A Dr. Helena sugere que as pessoas que não puderem ficar com seus animais deixem-nos em hotéis específicos. “O gato é mais simples, porque se você deixar um guarda roupa aberto para ele se esconder já está tudo bem. Mas cachorro eu acho melhor ficar em hotel, porque lá tem sempre alguém olhando que poderá ajudar o animal com medo.”

Mas para ela, o mais importante é fazer companhia, ficar em lugares fechados e seguros, tentando acalmar o animal. “Nada melhor do que o afago para tranquilizar o bichinnho.”



Fonte: Anda - R7



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