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Saiba como se proteger de doenças muito comuns na primavera

Compartilhe:     |  29 de setembro de 2020

A primavera já começou e segue até o dia 21 de dezembro. Com ela, chegam também as mudanças de temperatura, a redução da umidade relativa do ar, o aumento da concentração de poluentes e a maior propagação de alérgenos, como o pólen e o ácaro. Neste cenário, alguns problemas de saúde se tornam comuns durante a estação.

Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional Rio de Janeiro (ASBAI-RJ), explica que o ácaro, principal causador das alergias nessa época, é um ser microscópico que gosta de temperaturas nem muito quentes nem frias, por isso a estação é perfeita para sua propagação. O ácaro morto e suas fezes dispersam uma poeira de fácil inalação, provocando as doenças alérgicas da primavera: asma, rinite e conjuntivite.

— A alergia também pode ser causada por outros fatores, como fungo, pólen, pelo de animal, barata… Mas o mais comum é o ácaro — diz Cordeiro: — Em apenas um grama de poeira podem ser encontradas centenas de ácaros.

A rinite alérgica apresenta quatro sintomas principais: obstrução nasal, coriza, espirro e coceira no nariz. Já a asma provoca tosse, cansaço, aperto no peito, pressão torácica e um chiado na respiração, durante a saída do ar. No caso da conjuntivite alérgica, os sintomas são olho lacrimejando, com coceira e vermelhidão.

O médico alerta que algumas doenças não alérgicas também são mais comuns durante essa época do ano. Uma delas é a escarlatina, provocada por uma bactéria. Os sintomas são dor de garganta, podendo aparecer pus, gânglios no pescoço, pintas pelo corpo e no final a descamação na mão e no pé.

— Também é comum a ocorrência da catapora, provocada por um vírus, na qual aparecem bolinhas vermelhas pelo tronco, couro cabeludo, face e dentro da boca. Existem formas de catapora graves, por isso há uma vacina contra a doença. E há, ainda, a roséola, também conhecida como exantema súbito. Ela é causada pelo herpesvírus humano 6 e 7, é mais comum entre crianças pequenas e tem como sintomas febre alta, vermelhidão na garganta e erupções na pele — explica Cordeiro.

Impacto da pandemia

A Presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), Rebecca Maunsell, explica que na primavera é comum haver ocorrência de viroses, mas destaca que este ano, devido ao isolamento social, a transmissão de outras doenças do tipo tem sido mais baixa. Ela destaca o fato de muitas crianças não estarem indo para a escola, e com isso, tendo menos contato entre si:

— Uma lição da pandemia é que não se deve mandar a criança doente para a escola com febre, nariz escorrendo, porque ela transmite essa infecção — afirma, explicando também que quando o fator climático é somado a outras condições, muitas vezes os sintomas demorem mais tempo para passar.

Como se proteger

Beba água – Se manter hidratado, ingerindo bastante líquido, é um dos cuidados essenciais nesta época do ano.

Higienize o nariz – Use soro fisiológico para irrigar o nariz, não só o mantendo úmido, mas também limpo, ajudando a diminuir o desconforto com o tempo seco, principalmente para as crianças, que muitas vezes não conseguem limpá-lo.

Mantenha a casa arejada – Deixar as janelas abertas para o sol bater dentro de casa é importante para reduzir a proliferação de ácaros. Também é fundamental combater vazamentos e focos de umidade.

Troque travesseiros e colchão – Para os mais alérgicos, o ideal é fazer a troca do travesseiro aproximadamente a cada dois anos e do colchão a cada cinco. Usar capas antialérgicas também é uma boa opção.

Poeira é veneno – Objetos como tapetes, cortinas pesadas, bichos de pelúcia e livros devem ser evitados no quarto de pessoas alérgicas.

Evite exposição a fumaças – É importante não se expor a fumaças como a do cigarro, por exemplo, um potente irritante do pulmão, que pode desencadear crise de asma.

Hábitos saudáveis – Manter uma rotina saudável com uma boa noite de sono, alimentação adequada e prática de exercício físico é fundamental.

Distanciamento social – Procure não ficar perto de pessoas com sintomas respiratórios. Se apresentar algum, evite sair de casa. Com essa atitude você também se protege contra a Covid-19.

Vacinas em dia – No caso das doenças para as quais há um imunizante, é essencial manter a caderneta de vacinação em dia.

Busque tratamento – Pessoas que costumam apresentar quadros alérgicos devem procurar atendimento com um alergista para fazer os testes e iniciar uma imunoterapia específica. O tratamento é de longo prazo e costuma ter duração de três a cinco anos.



Fonte: Extra - Raphaela Ramos



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