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Saiba quais os cuidados essenciais com a pele das crianças sob o sol

Compartilhe:     |  16 de dezembro de 2020

A estação mais quente – e mais esperada – chegou. E com ela, certamente, maior exposição solar. Seja na praia, na piscina, seja ao ar livre no playground do prédio ou no quintal de casa, os dias de calor convidam a aproveitar o sol.

Antes de mais nada, é importante saber que, independentemente da estação, faça sol ou faça chuva (sim, nos dias nublados também há riscos), a proteção solar é um cuidado essencial: não dá para abrir mão nem bobear. Isso porque o aquecimento global é uma realidade e a camada de ozônio, que funciona como um filtro entre a radiação solar e os seres vivos na Terra, está diminuindo. É preciso criar o hábito de se proteger no dia a dia, e não apenas quando vai à praia ou à piscina.

Cada vez mais, é necessário recorrer a protetores solares e a outros cuidados para blindar a pele das crianças (e a nossa!) contra os perigos da radiação solar. A seguir, vamos nos inspirar no Dezembro Laranja – iniciativa promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia que marca o mês dedicado à proteção contra o câncer de pele – para aprender a usar esses produtos corretamente e a cuidar da pele dos pequenos sob o sol.

Raios ultravioleta e proteção solar

Afinal, para que serve o protetor solar? Acertou quem respondeu que é para proteger a pele dos raios ultravioleta (UV). Eles são emitidos pelo sol e, quando não se respeita os horários de menor incidência e a recomendação de proteção, podem ser bastante prejudiciais à saúde.

Por que proteger

Em um primeiro momento, os cuidados com o sol têm a ver com os raios UVB. Eles são os responsáveis pelas queimaduras solares, que podem resultar em vermelhidão e, em casos extremos, inchaço e bolhas na pele. Os raios UVB também estão ligados à possibilidade de insolação (quando a temperatura corporal vai acima dos 40 graus).

“A médio e longo prazos, os efeitos danosos do sol estão relacionados aos raios UVA, que podem provocar manchas, pintas, envelhecimento precoce e câncer de pele”, diz a dermatologista Andréia Fogaça, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia e professora de Dermatologia da Universidade Santo Amaro (SP).

Horários adequados

Banhos de sol para as crianças (e para os adultos), somente antes das 10h e depois das 16h. E sempre com protetor solar. É importante saber que dias nublados também contam com raios UV. Por isso, infelizmente, é comum crianças sofrerem queimaduras solares “apenas” por terem brincado no mormaço por um tempo.

Tipos de filtro

Existem dois: o químico e o físico. O primeiro possui substâncias que reduzem a energia da radiação ultravioleta. Ela chega a penetrar na pele, mas não causa danos por causa desses ativos. É o mais comum no mercado. O segundo contém ingredientes, como óxido de zinco e dióxido de titânio na fórmula, que formam uma barreira que reflete os raios UV, ou seja, impedem que eles penetrem na pele. Ele costuma ser mais denso e, por isso, mais difícil de espalhar. Em alguns casos, o filtro solar combina esses dois tipos. “Normalmente, os protetores físicos são indicados para quem tem pele mais sensível a alergias. No entanto, é bom saber que, justamente por formarem a tal barreira, eles podem ocluir os poros e provocar brotoejas”, explica a dermatologista Andréia Fogaça. Outra questão bem importante: bebês abaixo de 6 meses não devem usar protetor solar por ainda terem a pele muito sensível. Para eles, a exposição durante o banho de sol deve ser rápida e, de preferência, com luz solar indireta.

A escolha

Há uma boa quantidade de marcas e fatores de proteção solar (FPS). Tem em gel, creme, loção, bastão, spray. Há os resistentes à água – indicados para idas à piscina e ao mar, e para a prática de esportes ou de brincadeiras onde a criança vá transpirar bastante. “Não tenha medo de testar. Dentro das alternativas sugeridas pelo pediatra ou dermatologista, opte pela mais conveniente e experimente, independentemente de marca ou preço”, sugere Andréia Fogaça. É fundamental, apenas, que o produto tenha FPS de no mínimo 30.

O tal FPS

Explicando de forma simplificada, o fator de proteção solar (FPS) representa o tempo a mais que a pele fica protegida quando se usa o filtro. Por exemplo, se a do seu filho leva cinco minutos para sofrer com os efeitos do sol (começa a ficar vermelha, por exemplo), ao usar o FPS 30, fica protegida 30 vezes mais tempo exposta antes de avermelhar, neste caso, por 150 minutos. Embora os números e a convenção do tempo em que a pele ganha a mais de proteção sejam definidos por órgãos reguladores de medicamentos, como a Anvisa, após testes, é importante observar como a do seu filho reage e também as recomendações médicas específicas para ele.

Quando e como aplicar

O ideal é passar na pele antes de vestir a roupa, meia hora antes da exposição ao sol. Melhor ainda se o ambiente estiver arejado e seco para a transpiração não atrapalhar a aderência do produto na pele. É importante espalhar o filtro de maneira uniforme, e não esquecer de partes, como orelhas, pescoço, dobras e peito dos pés.

Uma dica: os em spray são uma boa para usar nos pequenos. Para proteger o rosto, borrife primeiro na sua mão e depois esparrame em toda a área.

Quantidade ideal

É importante garantir uma boa cobertura da pele, por isso, nada de economizar. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda uma colher (chá) para as áreas do rosto, pescoço e colo; uma colher (chá) para a parte da frente do tronco e outra para a

de trás; uma colher (chá) para cada braço e sobre as mãos; uma colher (chá) para a parte da frente e outra para a de trás das pernas e para o peito dos pés. Ah, é bom também usar protetor labial com FPS. Vale prestar atenção no tempo de reaplicação – a cada duas horas, e sempre que a criança transpirar muito ou voltar da água.

Protetor + repelente

Essa é uma dupla necessária quando, além de proteção solar, há o incômodo dos insetos. E a ordem correta é sempre aplicar primeiro o filtro, depois, o repelente.

Cuidados extras

Não custa repetir que é preciso atenção máxima quando o assunto é proteger a pele das crianças sob o sol. Portanto, além do filtro solar, vale manter o pequeno debaixo do guarda-sol (dê preferência aos que têm a trama bem fechada) ou outras áreas de sombra. E também dá para recorrer a chapéus e às roupas que possuem proteção UV – procure por aquelas que têm certificação do Inmetro. Os fabricantes indicam que não é necessário usar protetor solar por baixo da roupa, então, se a criança não for tirá-la em nenhum momento, ela é suficiente.



Fonte: Revista Crescer - MÔNICA KATO



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