Trilhas da Paraíba

Salgadinho

Compartilhe:     |  18 de agosto de 2019


Salgadinho, recanto paraibano de pedras preciosas como a turmalina, limita-se com os municípios de Taperoá (12km), Assunção (15km), Junco do Seridó (19km), Santa Luzia (27km) e Areia de Baraúnas (18km). A temperatura média anual desse município oscila em torno de 27°C. Apresenta uma vegetação de Caatinga que varia de Herbácea à Arbustiva.

História

Foi no pé da serra da Viração que surgiu o povoado de Salgadinho. Era lá que viajantes vindos do Vale do Piancó e do Alto Sertão, para João Pessoa a Campina Grande, faziam pousada. Eles viajavam montados em animais, transportando algodão e no regresso, levavam cereais. Esses viajantes cavavam poços à procura de água que tinha um acentuado gosto de sal. Daí a origem do nome Salgadinho.

As jóias da Paraíba

A Paraíba conta com uma imensa variedade de pedras preciosas, entre as quais se destaca a turmalina, a mais cara, que é encontrada em São José da Batalha, um distrito do município de Salgadinho.

Rodolita, ametista, cristal, jasper, margarita, granada vermelha e, a gema mais preciosa e cara, apelidada pelos garimpeiros paraibanos de turmalina paraíba, são algumas das centenas de pedras preciosas encontradas em sub-solo paraibano.

Nessas regiões se concentram mais de “cinco mil garimpeiros exercendo o garimpo artesanal em buracos, grutas e encostas de morros”, conforme informa Josinaldo Paulino da Silva, instrutor de lapidação em processo simples.

Essas pedras preciosas (não existe mais a denominação semi-preciosa) são extraídas do solo com a ajuda, entre outros artefatos e ferramentas rústicos, de pequenas explosões causadas por dinamite, diz o garimpeiro Vidal Negreiros. O quilate de uma das gemas mais preciosas – a alga marinha – vale algo em torno de R$ 60,00. A esmeralda também é outra pedra de valor elevado, o quilate sai por R$ 60,00.

As pedras preciosas extraídas das minas paraibanas são vendidas para todo o Brasil, tanto em estado bruto como lapidadas”, disse Vidal Negreiros.

A gema que tem a maior cotação no mercado é a turmalina paraíba. O quilate da pedra custa 50 mil dólares. Essa pedra vem de uma mina localizada em São José da Batalha, em Salgadinho. “Quem compra mais a turmalina paraíba são os estrangeiros. No local é comum encontrarmos alemães e japoneses a procura da gema em cores azul e verde”, afirma Josinaldo da Silva.

A mina de São José da Batalha deve esconder um grande filão de turmalina paraíba, já que há uma vigilância severa por parte dos estrangeiros.

Ninguém entra lá, e ninguém sai facilmente. Nem por perto se pode olhar a atividade”, esclarece Josinaldo da Silva.

Ele declara que a Paraíba conta com quase todas as pedras preciosas “que se imaginar e que são procuradas no mercado em todo o mundo. Temos aqui uma grande variedade de gemas de alto valor”.

Josinaldo da Silva aprendeu o ofício de lapidador através de um curso aplicado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais (CDRM) e exerce a atividade há cerca de 20 anos.

O processo de lapidação mais aplicável às gemas de maior valor é o facetamento, que gera pedras na forma de poliedros, com uma quantidade e disposição determinada de facetas. Atualmente, esse processo pode ser totalmente reproduzido no computador, inclusive com facetamento negativo ou “côncavo”.

Para o setor de lapidação de gemas também já existem aplicações CAD-CAM, embora seja uma tecnologia ainda em desenvolvimento, com poucos softwares específicos e equipamentos automatizados insensíveis às sutilezas do polimento.

Crença popular

As turmalinas, assim como as granadas, são um grupo de gemas que compreende várias espécies, e não uma única espécie com diversas variedades, como é o caso do quartzo. Entre as características mais marcantes dessas gemas está a grande variedade de cores que apresentam e a grande freqüência com que se vêem duas ou mais cores em um mesmo cristal. O quartzo é também rico em cores, mas normalmente cada gema tem uma só delas. O nome vem do cingalês turmali, nome dado às gemas que provinham do Ceilão (hoje Sri Lanka). O povo daquele país, desde 1703, já a chamava de “toramalli”, que significa pedra colorida. Nenhuma outra pedra é tão complexa quanto a turmalina. Esmeralda era a deusa sagrada dos Incas.

Antigamente esta pedra era dada às jovens como um talismã para ter proteção e dar facilidade na hora do parto. A gema também foi associada à deusa romana das florestas, Diana, protetora das mulheres jovens e padroeira dos partos, atribuindo-se às esmeraldas o dom de garantir um nascimento fácil. Os egípcios acreditavam que esta pedra estava associada à fertilidade e ao renascimento. As esmeraldas foram descobertas no Brasil em 1963.

A partir de então o país vem produzindo mais esmeraldas do que qualquer outro e suas gemas são consideradas de altíssima qualidade. Os Estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás são atualmente os maiores produtores.

Fonte: Famup – A União



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