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Santuário ecológico no Mato Grosso do Sul cria novo modelo de negócio sustentável

Compartilhe:     |  31 de julho de 2014

Quem passa pela Estrada Vidigal no município de Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul, de longe vê uma grande placa com uma onça ao lado do nome GreenFarm. Essa é, literalmente, a porta de entrada para um dos maiores negócios, existente hoje no país, para quem deseja se diferenciar no mercado apoiando diversos serviços de preservação ambiental em uma tacada só.

Diversas espécies animais sendo cuidadas, após serem resgatadas por maus tratos, tráfico ou posse ilegal. Um viveiro com capacidade para 30 mil mudas de árvores nativas e frutíferas, cinco mil metros quadrados de área de habitat para jacarés com reservatório natural de água, faixa de areia e vegetação. Área de bosque que hospeda harpias, espécie ameaçada de extinção. Recinto para reabilitação de aves adultas que se encontram machucadas e aprendizado de voo de filhotes. Esses são alguns dos projetos que os visitantes se deparam ao adentrarem no espaço, batizado de GreenFarm.


Fotos: Divulgação/Greenfarm

Todas as ações de conservação são geridas pelo empresário Marco Mammana, fundador do negócio, e qualquer empresa de pequeno a grande porte pode apoiá-las. Em troca, tais companhias terão, à disposição, um software para produzir o inventário de emissões e neutralizar o carbono, ser responsável por uma vasta área de preservação exclusiva, realizar visitas para lazer – na ocasião, poderá plantar árvores -,  inserir seu nome no site do empreendimento e usar todas as marcas registradas em seu conteúdo corporativo. Em suma, pode se posicionar no mercado como uma empresa ambientalmente responsável.


Foto: Divulgação/Greenfarm

Todas as atividades são monitoradas por câmeras ao vivo (veja aqui) e as empresas apoiadoras podem reproduzir as imagens a qualquer público, intitulando-se como parte do negócio, afinal, é preciso contar com os investidores para que os projetos se mantenham. “Procuramos empresas que já têm a sustentabilidade em seu DNA. Percebemos que a consciência  vem aumentando nos últimos anos, mas ainda é preciso de estímulo para que elas invistam uma quantia razoável em um negócio ambiental de resultado a longo prazo”, afirma Marcelo Mammana, diretor executivo da GreenFarm.


Foto: Divulgação/Greenfarm

Filho caçula da família Mammana, ele corre atrás dos investidores sem deixar a fazenda de lado. Mesmo com escritório em São Paulo, ao menos uma vez por mês, acompanha de perto tudo que acontece, lidando diretamente com as questões administrativas. “Não dá para ficar numa sala fechada atrás de um computador falando sobre sustentabilidade. É preciso colocar a ‘mão na massa’ e mostrar que entende do que fala”.

Recanto de paz

Lugar onde o amarelo no céu de fim de tarde se encontra com os tons de rosa, vislumbrando uma paisagem sul-mato-grossense única – antes do sol desaparecer por completo. Percorrer os mais de 900 quilômetros de distância que separam a capital paulistana do município que faz divisa com o estado do Paraná é recompensador.


Foto: Catharina Birle / CicloVivo

Abrigando três biomas: Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal, a área soma 46 milhões de metros quadrados, sendo 30 quilômetros margeando rios – que podem ser apreciados de perto, por meio de uma balsa movida a biodiesel e com placas solares para fornecimento de energia elétrica. Aliás, os dois rios principais do entorno, Amambaí e Paraná, recebem cerca de um milhão de peixes anualmente, fruto do programa de criação e soltura de peixes.


Foto: Divulgação/Greenfarm

Andando na fazenda também é possível avistar araras que voam livres, de par em par, corujas em plena luz do dia, papagaios “tomando café” na mesa com as crianças pela manhã.

Com exceção dos animais em risco de extinção ou sem condições de se readaptarem na natureza, todos são tratados e devolvidos ao seu habitat natural. As espécies chegam pelas mãos de policiais militares, ambientais, federais, corpo de bombeiros, e ali encontram veterinários, zootecnistas, biólogos – profissionais especializados que compõem o Criatório Conservacionista de Animais Silvestres (C.C.A.S.).


Fotos: Divulgação/Greenfarm

Para fazer parte desse mega negócio é preciso decidir o quanto se está disposto a contribuir. Os investimentos são divididos em quatro tipos de cotas: standard, rubi, esmeralda ou diamante. O valor da mensalidade se altera à mesma medida que também aumentam os benefícios concedidos. Saiba mais sobre a GreenFarm aqui.


Foto: Divulgação/Greenfarm

Por Marcia Sousa – Redação CicloVivo

*A jornalista viajou para a fazenda no Mato Grosso do Sul a convite da GreenFarm.



Fonte: CicloVivo



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