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Saúde do Estado se mantém alerta para evitar casos de febre chikungunya na Paraíba

Compartilhe:     |  18 de outubro de 2014

A Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba divulgou nesta sexta-feira (17) que tem reforçado as ações para evitar casos da febre chikungunya. Segundo a Gerência de Vigilância em Saúde, não há registros da doença que já chegou a 14 estados do Brasil.

A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, o mesmo que também da dengue.

“Pelo fato das duas doenças terem sintomas e formas de transmissão muito semelhantes, as ações que os municípios realizam contra a dengue, diariamente e incessante, também servem para combater a chikungunya. Mesmo assim, as ações estão sendo intensificadas”, explicou a Gerente de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega.

Recentemente, foi criado um grupo técnico com servidores da SES, com o objetivo de discutir as ações e estratégias direcionadas ao chikungunya. Dentre as ações, está previsto para o mês de novembro um manejo clínico sobre a febre para os profissionais de saúde da rede assistencial do Estado e os Hospitais Universitários de João Pessoa e Campina Grande e o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, que são referência para casos que apresentem complicações.

Ainda foi disponibilizada uma nota técnica, com todos os detalhes da doença, para os hospitais, núcleos, gerências e Secretarias Municipais de Saúde. A Vigilância Ambiental está intensificando as ações de controle do mosquito em todos os municípios, com a eliminação dos criadouros e solicitando a ajuda da população e o Estado ainda dispõe de uma rede laboratorial preparada para receber amostras de casos suspeitos.

Segundo Renata Nóbrega, o principal foco da vigilância ambiental são as ações de prevenção e controle do mosquito transmissor da doença. “Neste momento, solicitamos o empenho das Secretarias Municipais de Saúde a realizarem o Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice (LIA) até o dia 27 de outubro de 2014, conforme solicitação do Ministério da Saúde”, lembrou.

No caso do surgimento dos sintomas da chinkungunya, a exemplo de febre alta, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos; podendo ocorrer também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa que, dependendo da necessidade, solicitará exames que comprovem ou não a doença.

Casos no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 11 deste mês, foram registrados 337 casos da doença no Brasil, sendo 87 confirmados por critério laboratorial (exames) e 250 por critério clínico-epidemiológico (sintomas). Do total, são 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e um em Matozinhos (MG).

A doença

A febre chikungunya tem sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado pelo Aedes aegypti. Caso a pessoa seja picada novamente no decorrer dos primeiros cinco dias dos sintomas, ela passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas.

A chikungunya é comum em algumas regiões da África e, atualmente, é epidêmica em ilhas do Caribe. Ao contrário da dengue, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas por até um ano.

No que diz respeito a casos de morte, em comparação à dengue, a letalidade da hikungunya é bem mais baixa.



Fonte: Portal Correio



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