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Secretário dos EUA pede, de novo, apoio para novo acordo climático

Compartilhe:     |  14 de março de 2015

O secretário de Estado americano, John Kerry, fez um novo apelo aos países para que definam metas ambiciosas e reduzam a emissão de gases de efeito estufa.

Na última quinta-feira (12), ele advertiu sobre as mudanças climáticas e afirmou que brincar com o futuro do planeta é perigoso.

“Temos nove meses para chegar a um acordo comum que nos leve pelo caminho certo”, disse Kerry em vista da conferência da ONU sobre o clima, a ser realizada em Paris, em dezembro.

No fim do ano passado, o secretário já havia discursado sobre o tema em Lima, no Peru, durante a conferência climática das Nações Unidas, a COP 20.

Os países têm até 31 de março para anunciar os seus compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. As metas têm o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 2°C acima da era pré-industrial,

Os Estados Unidos, que geram 12% das emissões globais, anunciaram planos para reduzi-las entre 26 e 28% até 2025, em comparação com os níveis de 2005.

“Se falharmos, as gerações futuras não vão nos perdoar, e nem deveriam perdoar aqueles que ignoraram este momento, não importa suas razões”, disse Kerry, acrescentando que “há décadas a ciência tem nos alertado”.

Contra ceticismo, a economia
O diplomata americano, que durante mais de dois anos no cargo pronunciou inúmeros discursos sobre as mudanças do clima, tentou convencer os céticos com um argumento econômico. “A energia renovável não é apenas a solução para as alterações climáticas, se querem saber. É também a melhor oportunidade econômica para todos os tempos”, disse ele.

“O mercado mundial de energias do futuro está prestes a ser o maior que o mundo já viu. Falamos de um mercado de seis bilhões de dólares hoje em dia, com quatro a cinco bilhões de usuários. Algo que vai aumentar para nove bilhões de usuários nas próximas décadas”.

De acordo com Kerry, para 2035 os investimentos no setor da energia atingirão cerca de 17 bilhões de dólares, um valor mais elevado do que o PIB atual da China. “Brincar o com o futuro da Terra, quando nós sabemos qual será o resultado é, além de insensato, simplesmente imoral, e é um risco que não deveríamos correr”, acrescentou. “E nós temos que encarar a realidade: não há planeta B”, disse ele.



Fonte: G1



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