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Segundo estudo, filhos de mães que trabalham fora são mais felizes

Compartilhe:     |  2 de setembro de 2018

Maternidade e culpa costumam andar juntas – e a volta da licença-maternidade para o mercado de trabalho é um momento que leva essa máxima à alta potência. Mas um estudo extenso, feito em conjunto pela Universidade de Harvard (Estados Unidos), a Kingston University e a Worcester Polytechnic Institute (ambas do Reino Unido), pode ser o que toda mãe nessa situação precisava saber para seguir em frente.

Depois de divulgar uma prévia em 2015, neste ano o estudo – que contou com a participação de 100 mil homens e mulheres de 29 países – foi inteiramente concluído e demonstrou que filhos de mães que trabalham fora se tornam adultos tão felizes quanto aqueles cujas mães se dedicaram inteiramente à maternidade.

O resultado foi publicado no início deste mês e vem na sequência da parcial publicada há três anos com um outro resultado igualmente animador para as mães: ao se tornarem mulheres, as filhas meninas de mães que trabalham fora têm mais chances de conseguir cargos em posições privilegiadas e têm maior nível de escolaridade, porque frequentam a educação formal por mais tempo.

Em comparação com as mulheres cujas mães ficam em casa, as mulheres criadas por mãe empregada têm 1,21 vezes mais probabilidades de conseguir emprego; são 1,29 vezes mais propensas a supervisionar outras pessoas no trabalho, e gastam 44 minutos extras em seus trabalhos semanalmente.

Elas também ganham mais dinheiro. Entre as mulheres que responderam à pesquisa nos Estados Unidos em 2012, as filhas empregadas de mães que trabalham fora ganharam uma média de US$ 1.880 (R$ 7.500) mais por ano do que as filhas de mães que ficam em casa em período integral.

“Ainda existe a crença de que há prejuízo para os filhos quando suas mães trabalham fora. Por isso, descobrir que o emprego da mãe não afeta a felicidade das crianças na vida adulta é muito importante”, diz a professora Administração de Empresas Kathleen McGinn, de Harvard. “Quando as mulheres escolhem trabalhar, elas o fazem por uma questão financeira e pessoal. E assim deve ser: devem fazer essa escolha com base em saber se querem ou precisam trabalhar, não com base em saber se estão prejudicando seus filhos – porque não estão ”.

gravida e trabalho (Foto: ThinkStock)

A influência sobre a carreira é sentida apenas pelas filhas adultas – e não filhos – de mães que possuem um emprego. A explicação da professora é que os homens tendem a ser empregados normalmente e, conforme mostram outras pesquisas, suas ocupações e ganhos têm mais a ver com o emprego de seus pais. Isso não quer dizer que os meninos não sejam influenciados de outra forma: aqueles que são criados por mães que trabalham fora tendem a gastar um extra de 50 minutos por semana cuidando de membros da família.



Fonte: Revista Crescer



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