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Seis efeitos desagradáveis da dieta cetogênica que ninguém te conta

Compartilhe:     |  23 de junho de 2019

Desde que surgiu, a dieta cetogênica (keto, na língua inglesa) vem conquistando cada vez mais adeptos mundo afora. Afinal, quem não sonha em ter uma alimentação rica em alimentos gordurosos, e ainda assim perder uns quilinhos? O problema é que tudo tem dois lados: para garantir o efeito desejado, é preciso também restringir drasticamente os carboidratos. E até seu corpo de acostumar com as mudanças, você pode sentir uns sintomas iniciais nada legais.

“Na dieta cetogênica, a gordura corresponde de 75 a 95% do valor energético ingerido. Os carboidratos consumidos são mínimos, geralmente residuais (não chegam nem a 50 gramas por dia)”, explica a nutricionista Laís Murta, de São Paulo. Dessa forma, seu corpo entra em um estado metabólico chamado cetose, em que a gordura é transformada em corpos cetônicos — fontes de energia para o corpo. Se você é uma grande amante das carnes e não liga tanto para as massas, a keto pode ser ideal para você. Mas fique de olho nas transformações pelas quais terá que passar durante esse processo:

1. Sensação de resfriado

Apesar de muita gente considerar o carboidrato um grande vilão do emagrecimento, ele é a principal fonte de energia do organismo. “E durante o período de adaptação à cetose, há uma espécie de abstinência da falta da glicose, o que pode gerar mal estar e sensação de fraqueza, tontura e até mesmo queda da imunidade”, diz Laís Murta.

Para driblar o problema, vale reduzir a intensidade dos treinos inicialmente, caprichar na hidratação e evitar longos períodos de jejum (não fique sem comer mais do que quatro horas, viu?). “É importante também buscar orientação nutricional para o uso de suplementos como própolis, vitaminas e minerais específicos”, afirma a nutricionista.

2. Dor de barriga

A sua flora intestinal pode estranhar a grande quantidade de gorduras que entrarão no corpo de repente. E isso renderá algumas idas a mais ao banheiro por dia. “Até o intestino aumentar a produção das enzimas digestivas, podem ocorrer diarreias e outros desconfortos gástricos”, diz Laís Murta.

3. Constipação

Outro efeito colateral que tem a ver com o sistema digestivo é a tão temida prisão de ventre, causada pela diminuição do carboidrato no cardápio. Não esqueça de investir no consumo adequado de vegetais ricos em fibras, como as hortaliças. E, é claro, de tomar muita água.

4. Queda do rendimento no treino

Um estudo realizado na Saint Louis University, dos Estados Unidos, descobriu que a dieta cetogênica pode piorar a performance de atletas, principalmente aqueles que fazem exercícios de alta intensidade e curta duração — como a musculação, o Crossfit e tiros de corrida. “Esses esportes têm como principal substrato a glicose e a creatina fosfato, além de grande demanda energética (ou seja, precisam de energia de forma rápida, o que é mais difícil de conseguir com a gordura)”, explica Laís Murta. As atividades mais recomendadas para serem feitas na keto são as de baixa intensidade, como as aeróbicas.

5. Perda de músculos

“Durante a cetose, além da perda de gordura, pode haver a perda de água e até de massa muscular. Vale lembrar que o corpo só consegue queimar de 1 a 2 quilos de gordura por mês, então se você estiver emagrecendo mais que isso, pode ser que seja de outros tecidos importantes”, explica a nutricionista. Em casos mais extremos, a alimentação resulta em deficiências nutricionais severas, perda de massa óssea e até deficiências hormonais. E nem precisamos falar que menos músculos desaceleram o metabolismo. Por isso, a orientação médica é indispensável para quem deseja adotar qualquer tipo de mudança na alimentação.



Fonte: Boa Forma



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