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Seis sinais de que estamos enfrentando uma extinção em massa

Compartilhe:     |  8 de agosto de 2019

Quando se fala em extinção em massa, provavelmente vem à sua mente o asteroide que matou os dinossauros há 66 milhões de anos. Não é para menos: o impacto da pedra de 15 quilômetros de diâmetro devastou não só os dinossauros, mas pelo menos 75% das espécies que habitavam a Terra.

Mas essa não é a única maneira de limar do planeta animais e espécies de plantas que conhecemos (ou a própria humanidade). Estudos indicam que há vários sinais de que já estamos passando por isso. Conheça os indícios:

1. Aniquilação biológica

Um estudo de 2017 analisou 27.600 espécies de vertebrados terrestres e 177 mamíferos e identificou uma intensa diminuição nas populações, até entre aquelas consideradas de baixo risco para a extinção. No longo prazo, o efeito cascata pode levar a uma perda passiva da biodiversidade e ecossistemas essenciais para a civilização.

2. Morte de insetos

Uma pesquisa recente revelou que 40% das espécies de insetos estão ameaçadas de extinção, com a quantidade total de insetos existente diminuindo a uma taxa de 2,5% ao ano.

Se essa tendência se mantiver, a Terra pode não ter mais insetos daqui a 100 anos. A falta desses bichos afeta tanto a produção de frutas e vegetais, já muitos deles são polinizadores, quanto a sobrevivência de animais que se alimentam deles.

3. Mais de 26 mil espécies em extinção

Segundo União Internacional para a Conservação da Natureza, 27% de todas as espécies catalogadas do planeta estão ameaçadas de extinção – o que significa um total de 25.600 animais. A organização prevê que 99,9% das espécies extremamente ameaçadas e 67% das ameaçadas vão se perder nos próximos 100 anos.

4. Destruição da Amazônia

Vista aérea da Amazônia (Foto: Wikimedia Commons)
VISTA AÉREA DA AMAZÔNIA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Cerca de 17% do território da Amazônia foi destruído nas últimas cinco décadas pela ação de humanos que querem usar o território para plantações e criação de gado.

Ao menos 80% das espécies de animais do mundo todo estão em florestas como a Amazônia, e mesmo desflorestamentos em pequenas áreas podem causar a extinção de animais, pois alguns vivem em espaços isolados.

Além de colocar os bichos em risco, a destruição das florestas aumenta o efeito do aquecimento global, porque as árvores ajudam a absorver o dióxido de carbono da atmosfera, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

5. Aquecimento dos oceanos

Os oceanos absorvem 93% do excesso de calor na atmosfera da Terra e, no ano passado, foram registradas as maiores temperaturas desde que os humanos começaram a acompanhar o clima do planeta. Cientistas chegaram à conclusão de que os mares estão aquecendo 40% mais rápido do que o esperado. Águas mais quentes provocam a morte de corais e ecossistemas marinhos que dependem deles. Nos últimos 30 anos, metade dos corais do mundo morreram.

6. Habitats sumindo

O aquecimento dos oceanos provoca o aumento do nível do mar – estimativas apontam que, desde 1900, as águas salgadas do planeta subiram 12 e 20 centímetros.

Em fevereiro deste ano, a Austrália declarou que uma espécie de roedor foi a primeira a ser extinta especificamente por causa do aumento do nível do mar. Além disso, calcula-se que, em 50 anos, ao menos 1.700 espécies de anfíbios, pássaros e mamíferos vão perder entre 30 e 50% de seus habitats.



Fonte: Ambiente Brasil - Revista Galileu



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