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Seletividade alimentar na infância – Por que acontece e como lidar

Compartilhe:     |  12 de agosto de 2020

Alimentação. Essa etapa tão essencial do desenvolvimento infantil está no topo do ranking de reclamações dos pais no que diz respeito aos filhos. Talvez só perca para o sono infantil, que também pode ser bem problemático.

Muitas famílias vivem um verdadeiro terror na hora das refeições: birras, choro, irritação dos pais, discussão, tentativas frustradas de fazer a criança comer. Isso tudo pode ser provocado por um problema chamado seletividade alimentar.

Porém, é importante ressaltar que algum grau de recusa alimentar é normal entre as crianças. Saiba abaixo como diferenciar, identificar e lidar com esse problema tão comum no universo infantil.

O que é seletividade alimentar?

No início da vida, as crianças passam por um crescimento impressionante. No primeiro ano, o bebê triplica de peso e cresce 50% do tamanho que tinha no nascimento. Isso tudo demanda energia. Por isso, os pequenos têm um apetite enorme nessa fase. No entanto, com o tempo, esse crescimento fica mais estável e lento e é esperado que as crianças passem a comer um pouco menos.

No entanto, é justamente nessa fase que, muitas delas, começam a se recusar a comer. Algumas, escolhem alguns alvos: o brócolis, a alface, a banana. Outros, excluem do próprio cardápio grupos inteiros de alimentos. Tem criança, por exemplo, que só quer beber leite, outras querem viver de doces, e por aí vai. É aí que os pais devem se preocupar. Quando essa recusa começa a ser muito acentuada e persistente.

Algumas crianças desenvolvem essa seletividade alimentar, que é classificada como um transtorno. Nesses casos, há uma recusa, baixo interesse por comida e pouco apetite. Alguns estudos indicam que isso pode ocorrer porque tais crianças possuem uma hipersensibilidade sensorial a cheiros, sabores ou texturas de alguns alimentos. Pode ser também que elas apresentem esse comportamento por terem um paladar muito apurado. No entanto, ainda existe pouca pesquisa sobre esse tema.

Todas as crianças passam por isso?

Algum grau de recusa alimentar é esperado. Faz parte do desenvolvimento da criança esse aprendizado do paladar e uma oscilação no apetite, em virtude do crescimento. Além disso, durante a introdução alimentar a criança está aprendendo a reconhecer – e apreciar – sabores, texturas e cheiros diferentes. Lembre-se de que ela estava, até então, apenas adaptada ao leite materno.

Porém algumas crianças podem desenvolver essa seletividade alimentar, rejeitando alimentos ou mesmo um grupo inteiro deles. Algumas, desde o início da introdução alimentar e outras mais tarde, por volta dos 2 anos.

Alguns sinais ajudam na identificação da criança com seletividade alimentar:

O que fazer quando a criança tem seletividade alimentar?

Existem algumas formas melhores de lidar com esse problema, do que tentar, por exemplo, forçar a criança a comer, prometer coisas, caso ela coma, ou mesmo ceder e oferecer apenas o que ela quer. Essas táticas – muito comuns nas famílias – não somente não funcionam, como agravam o quadro.

Conheça abaixo, então, o que fazer para lidar com a recusa alimentar:

Prevenção é a melhor saída

Embora existam poucos estudos sobre seletividade alimentar, os especialistas concordam que há como prevenir grande parte dessa recusa, com exceção dos casos mais graves, como nos transtornos do espectro autista ou TDHA.

O paladar é um aprendizado. A principal dica para prevenir que uma criança tenha tantas restrições aos alimentos, é caprichar bastante na introdução alimentar. É nessa fase que elas desenvolvem essa habilidade de apreciar diferentes sabores, texturas e cheiros. Persista e varie bastante no cardápio.

Porém, caso a criança apresente uma recusa alimentar muito significativa, procure ajuda especializada, pois esse quadro de seletividade pode levar a problemas de saúde bem graves, como obesidadetranstornos alimentarescarências de nutrientesdesnutriçãorelação ruim com a comida, entre outros.



Fonte: GreenMe - Cíntia Ferreira



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