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Sem conscientização ambiental, tecnologia não salvará o planeta

Compartilhe:     |  29 de setembro de 2014

Estamos vivendo uma “inconsciência coletiva”. Tenho visto pessoas reclamarem de calor insuportável. Tenho visto charges “engraçadinhas” que brincam com o fato de que paulistas vão tentar a sorte na terra de Severino.

Tenho estado quinzenalmente em São Paulo e, nos hotéis, quatro ou cinco estrelas, há lembretes discretos para que os hóspedes não desperdicem água.

Nas rádios paulistas há debates sobre o tema de racionamento de água. Na entrevista do candidato a governador de estado, afastado de sua condição de governador para concorrer à eleição, o entrevistador colocou-o contra a parede falando de (falta) água.

Ele afirmou convicto que há agua até março de 2015. (E depois, não sei!). Rios inteiros estão secando e reservatórios de água estão em baixa.  Na Amazônia, há estiagens que há anos não eram corriqueiras.

Em entrevista à editora HSM, Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, profetiza com dados científicos que a floresta amazônica tende a se tornar desértica! Tudo isso é real. Acontece no nosso mundo real e não é possível fazer “download” de uma solução efetiva.

Água. Calor. Seca. Incêndios. Seja no mundo real ou no mundo virtual, as pessoas falam de suas preocupações com esses assuntos que afetam a todos nós. Poucos se lembram que é uma questão de causa e efeito.

Temos atitudes, costumes, modos de vida que estão destruindo o planeta. Estamos numa era tecnológica que assombra os nascidos antes dos anos 90. Atualmente, podemos vivenciar coisas, em termos tecnológicos, que pareciam ser delirantes para pessoas nascidas no século passado.

Avançamos. Progredimos. Fomos capazes de criações mirabolantes, e muitas vezes insuspeitas até mesmo para os maiores gênios da humanidade. Isso não nos salva!

Há algo que esquecemos: para sobreviver não precisamos de tecnologia. Gostamos dela, mas não precisamos. No entanto, nossas necessidades vitais são imutáveis. Por enquanto, a ciência e a tecnologia ainda não mudaram nosso padrão de funcionamento orgânico.

Enquanto humanos precisamos respirar, precisamos de água e de uma temperatura adequada à nossa espécie. Não devemos nos esquecer que o mundo em que vivemos, até provem o contrário, é um só. E também precisamos cuidar dele.

Temos, urgentemente, que ter um olhar crítico sobre nós mesmos. Somos bilhões de pessoas nesse mundo produzindo toneladas de lixo diariamente. E não o separamos para a reciclagem.

Escovamos os dentes com a torneira aberta, tomamos banho demorado, lavamos nossos carros quinzenalmente e também a calçada de nossas casas. E cobramos “do outro” alguma ação efetiva. Delegamos ao outro nossa responsabilidade pessoal.

Para que continuemos a existir como espécie humana, e não nos tornemos uma espécie extinta, precisamos agir individual e coletivamente. Se nada fizermos, a tecnologia, por mais que avance não vai nos salvar.

O fato é que a terra, esse nosso lar humano, está berrando. É urgente que cada um de nós tenha consciência de nossas responsabilidades sobre o uso responsável desse mundo maravilhoso que nos acolheu com cerejeiras no Japão ou Ipês no Brasil.

O mundo é um lugar lindo para se viver. E as futuras gerações só conhecerão esse mundo espetacular, criado por Deus ou fruto do Big Bang, se cada um de nós, desde muito pequeninos, cumprirmos nossa função de viver responsavelmente. Isso não é ficção científica: o planeta pede socorro e precisamos nos conscientizar!



Fonte: Uol - Angélica Rissi



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