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Sem isolamento, Suécia tem maior mortalidade per capita por Covid-19 da Europa

Compartilhe:     |  21 de maio de 2020

Suécia, que optou por não impor medidas restritivas de isolamento social, se tornou o país com maior número de mortes per capta por coronavírus na Europa nos últimos sete dias. Entre os dias 12 e 19 de maio, morreram, em média, 6,25 pessoas a cada milhão de habitantes por dia no país, segundo dados do site Ourworldindata.org nesta quarta-feira (20).

Em segundo lugar ficou com o Reino Unido, com 5,75 mortes por milhão. Considerando todo o período da pandemia, a Suécia teve menos mortes per capita do que o Reino Unido, Espanha, Itália, Bélgica e França, que optaram por quarentenas e outras medidas mais rígidas. Porém, entre os países nórdicos, ficou bem acima de seus vizinhos.

No geral a Suécia soma atualmente 31.523 casos, de acordo com a universidade Johns Hopkins, e 3.831 mortes. Segundo a Reuters, o número de mortos no país equivale a mais de três vezes o total combinado da Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia, todos os países com sistemas de bem-estar e dados demográficos semelhantes.

Pouca imunidade

A estratégia sueca tem sido bastante criticada por ser considerada perigosa, mas foi desenvolvida por uma equipe de cientistas, e é defendido pelo epidemiologista-chefe do governo, Anders Tegnell, como uma forma de criar a polêmica imunidade de rebanho.

Segundo a Reuters, o número de pacientes com Covid-19 em terapia intensiva na Suécia caiu um terço em relação ao pico no final de abril e as autoridades de saúde dizem que o surto está diminuindo. No entanto, como mostram os dados dos últimos sete dias, as mortes estão crescendo.

O estudo de anticorpos procurou analisar o potencial de imunidade do rebanho, uma situação em que um número suficiente de pessoas em uma população desenvolveu imunidade a uma infecção para poder impedir efetivamente a propagação da doença.

As descobertas estavam de acordo com os modelos que preveem que um terço da população da capital sueca já teria o vírus até agora e onde pelo menos uma imunidade de rebanho limitada poderia ter se estabelecido, disse a Agência Sueca de Saúde na quarta-feira.

O epidemiologista-chefe do governo sueco, Anders Tegnell, participa de entrevista coletiva na quarta-feira (20), em Estocolmo — Foto:  TT News Agency/Anders Wiklund via Reuters

O epidemiologista-chefe do governo sueco, Anders Tegnell, participa de entrevista coletiva na quarta-feira (20), em Estocolmo — Foto: TT News Agency/Anders Wiklund via Reuters

“É um pouco menos (do que o esperado), mas não notavelmente menor, talvez um ou dois por cento”, disse Tegnell em entrevista coletiva em Estocolmo. “Combina muito bem com os modelos que temos.”

O estudo baseou-se em cerca de 1.100 testes em todo o país, embora apenas números de Estocolmo tenham sido divulgados, informa a Reuters.

Embora as autoridades da Agência de Saúde enfatizem que a imunidade do rebanho não é um objetivo em si, ela também afirmou que a estratégia é apenas retardar o vírus o suficiente para que os serviços de saúde possam lidar, e não suprimi-lo por completo.

Eles disseram que os países que empregam bloqueios por atacado para impedir qualquer exposição ao coronavírus podem enfrentar novos surtos, à medida que as restrições forem atenuadas e mais suscetíveis a qualquer segunda onda da doença.

A Organização Mundial da Saúde alertou contra as esperanças na imunidade do rebanho. Ele disse na semana passada que estudos globais encontraram anticorpos em apenas 1 a 10% da população, resultados alinhados com as recentes descobertas na Espanha e na França.



Fonte: Bem Estar



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