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Série ‘O Valor do Lixo’ mostra como funciona processo de compostagem

Compartilhe:     |  1 de dezembro de 2014

A economista Eline Dias mora em um  apartamento, mas nem por isso deixa de ter contato com a natureza ou fazer sua parte pela preservação do ambiente, como mostra o repórter Rogério Coutinho no segundo episódio da série ‘O Valor do Lixo’. Além de separar o lixo, ela resolveu ter uma composteira, também conhecida como minhocário, em casa. As minhocas  ajudam a transformar as sobras de alimentos em adubo.

– A composteira, que já comprei pronta, é formada por três bandejinhas. Todo dia, quando tenho alguma sobra de alimento, abro a parte de cima da composteira, e deposito. O segredo da composteira é que a gente sempre tem que dosar a quantidade de material molhado e material seco. Se não tem um bom equilíbrio, fica com cheiro. Hoje em dia não tem cheiro nenhum, e até as minhocas são bem discretas, ficam só lá embaixo – garante a economista.

Quando a bandeja de cima está cheia, é feita a troca com a bandeja de baixo. O material recolhido vai para uma horta e o recipiente fica vazio novamente. O último andar da composteira nunca muda de lugar – é onde fica o chorume. De acordo com Eline, o chorume pode ser útil, se estiver longe dos lixões. Ela aproveita o material como nutriente para as plantas. Mas, será que as minhocas não fogem do composteira? A economista conta que isso não acontece mais em sua casa.

– Já tive algumas minhocas fujonas, logo no início. Descobri, e isso é muito importante, que se os buracos na tampa da composteira ficam fechados, as minhocas não têm oxigenação, e elas buscam isso do lado de fora – explica Eline.

Depois de visitar a casa da economista, Rogério foi de ver de perto o trabalho desenvolvido em Magé, município do Rio, por uma empresa de compostagem, onde chegam todos os dias tonelados de sobras de alimentos. Depois de 40 dias, o adubo produzido pode ser usado em jardins, hortas e outras plantações. Os caminhões sempre chegam à tarde, com comidas de restaurantes, hotéis, indústrias e supermercados. O resíduo vai para o galpão, e recebe uma mistura de palha, serragem e um líquido marrom, com 80 tipos de bactérias. O volume vai se tranformando em uma massa. Durante 40 dias, pelo menos uma vez por semana, recebe mais da mistura de palhas e bactérias, e é remexido. O produto final, que pode ser levado para casa, é bem diferente do original e não tem cheiro nenhum.

– Quem não tem conhecimento da existência de um processo como esse, a pessoa chega a se espantar. A natureza nos oferece essa alternativa – conta o empresário Marcos Rangel.

Na estufa da empresa, o adubo, que era resto de comida, está ajudando a produzir mais alimento. Além das hortaliças, são produzidos também no local mandioca, milho, quiabo e pimenta malegueta.



Fonte: Rede Globo - Como Será?



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