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Sérvia aprova lei que proíbe fazendas de peles de animais

Compartilhe:     |  3 de janeiro de 2019

A lei que trará um fim para essa prática cruel na Sérvia acaba de entrar oficialmente em vigor, poupando a vida de 12 mil chinchilas por ano, os únicos – e últimos – animais criados exclusivamente por causa de sua pele no país.

A Lei de Bem-Estar Animal de 2009, aprovada há uma década, proibiu a criação de peles em um período de transição de 10 anos. De acordo com a Fur Free Alliance, uma coalizão internacional de mais de 40 grupos de proteção animal, a vitória vem depois de anos de intensas batalhas legislativas. Defensores do uso de pele de animais insistiram mais em 2018, culminando em um debate durante uma sessão pública pedindo o cancelamento da lei em junho de 2018.

“Há 15 anos, a Freedom for Animals defende uma Sérvia livre de peles, avançando e apoiando a legislação para abolir essa exploração brutal de animais”, disse Snezana Milovanovic, diretora da organização sérvia Freedom for Animals, em comunicado.

“Com a aplicação da Lei de Bem-Estar Animal de 2009, que torna ilegal manter, reproduzir, importar, exportar e matar animais apenas para a produção de peles, uma grande vitória é finalmente alcançada. Esta proibição não só é importante para os animais explorados pela indústria de peles na Sérvia, mas também para toda a região sudeste da Europa, e representa um importante passo pelos direitos animais em todo o mundo.”

Chinchilas, roedores nativos da Cordilheira dos Andes no norte do Chile, são os únicos animais criados para peles na Sérvia. Suas vidas são gastas em pequenas baterias de gaiolas, privando os animais de realizarem comportamentos naturais, como correr e pular.

Estudos mostraram que a automutilação pelo estresse e a mortalidade infantil são comuns em fazendas de peles de chinchila. Embora as chinchilas sejam protegidas em seu habitat como uma espécie em extinção, milhares são mortas a cada ano em nome da indústria da moda.

A Sérvia se une a outros 14 países europeus em proibições desse nível. No ano passado, a Noruega baniu essa prática retrógrada, efetivamente fechando 300 fazendas de peles e salvando a vida de milhares de visons e raposas. Outras nações que proibiram fazendas de peles incluem Alemanha, República Tcheca, Bélgica, Luxemburgo e Suécia

As proibições também estão na agenda parlamentar na Polônia, Irlanda, Lituânia, Dinamarca e Estônia.



Fonte: Anda



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