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Sete mitos da Amazônia que você provavelmente desconhece

Compartilhe:     |  21 de julho de 2014

Anacondas, pulmão do mundo, área internacional. Veja o que existe de fato entre mitos da região

Crianças americanas não aprendem que a Amazônia é área internacional. Foto: Reprodução/Shutterstock

1  Crianças americanas aprendem em escolas que a Amazônia é território internacional

Não é verdade; pelo menos até agora. A história de que em livros escolares americanos a Amazônia era apresentada como região internacional já foi até objeto de investigação dos governos brasileiro e americano. A Embaixada Americana no Brasil chegou a manter por um bom tempo em seu site um texto para desmentir o boato.

Cobra sucuri com seis metros de comprimento precisa de quatro homens para ser dominada. Foto: Reprodução/Shutterstock

2  Existem anacondas na Amazônia

É lenda! Pelo menos é o que informou o especialista em serpentes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Rafael de Fraga. Mas os ribeirinhos da Amazônia juram que o animal é real. [Se alguém tiver provas envie para [email protected]] A existência da temida anaconda capaz de enrolar-se e destroçar embarcações e engolir animais de grande porte, como vacas, é mais uma história da mitologia hollywoodiana. Na região amazônica as maiores cobras são sucuris (ou sucurijus). Em meio às mais de 150 espécies de cobras, as sucuris chegam a medir até sete metros de comprimento, registro máximo encontrado na região. Já em cativeiro a história é outra: os animais podem alcançar até 10 metros. Mas isto é o mais próximo dos 30 metros de comprimento do ofídio artista que a espécie pode chegar.

Foto: Ricardo Jerozolimski/ICMBio

3  Floresta Amazônica é o pulmão do mundo

No máximo é o condicionador de ar do mundo. A maior floresta tropical do planeta consome o oxigênio que produz. Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Phillip Fearnside, isto acontece porque a Floresta Amazônica é um ambiente em clímax ecológico: consome todo ou quase todo o oxigênio gerado. As algas marinhas é quem são responsáveis por mais de 50% do oxigênio da Terra. Mas a existência da Floresta Amazônica ajuda a regular a temperatura do mundo.

Alguns pontos do rio Amazonas têm até 2 km de  um lado ao outro das margens. Na imagem está o Encontro das Águas. Foto: Reprodução/Shutterstock

4 – Rio Nilo é maior que o rio Amazonas

Não adianta ‘fazer a egípcia’. Meça outra vez. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apostam seus títulos de doutorado que o rio Amazonas é superior ao egípcio rio Nilo em quase 140 quilômetros (km). As medições que desbancaram o Nilo, apontaram que o rio Amazonas tem 6.992,06 km contra 6.852,15 km do Nilo.

Segundo Sistema Agroflorestal da RDS Uatumã. Foto: Reprodução/Idesam

5 – Todo o solo da Amazônia é fértil

Todo? Não chega nem à metade. “Os solos da Amazônia não são férteis, com exceção das áreas de várzea e terras pretas, que não ocupam sequer 10% da região”, explicou a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maria do Rosário Lobato. Segundo ela, de modo geral os solos da Amazônia não são férteis, mas ressalta que com tratamento adequado, através de tecnologia de fertilização, podem ser aproveitados com sucesso para a agricultura.

Friagem amazônica baixa temperatura a 5º C entre maio e setembro. Foto: Reprodução/Shutterstock

6 – Na Amazônia só faz calor

Coloque seus melhores casacos em uma mala e visite Mato Grosso, Rondônia, Acre ou Sul do Amazonas entre os meses de maio e setembro. Quando sentir necessidade de colocar roupas típicas do inverno argentino vai saber o que é a friagem amazônica. Durante estes meses a temperatura destes locais despenca e varia entre 5º C (graus Celsius) e 10º C, assegurou o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Manaus, Gustavo Ribeiro.

Vista aérea de Rio Branco, capital do Acre. Foto: Reprodução/Ministério do Turismo

7 – O Acre não existe

Pode rir, tudo bem! A gente deixa. Pode até parecer piada, mas muitos brasileiros adultos e com teórica formação educacional (para dizer o mínimo) realmente acreditam que o Acre não existe. Localizado no sudoeste da Amazônia, o Estado possui 164.123,040 km² de extensão e abriga uma população estimada em 776.463 habitantes. Tem 22 municípios e sua capital é Rio Branco. O Estado provocou um litígio histórico entre Brasil, Bolívia e Peru que culminou na Revolução Acreana. Do pequeno território também saíram personalidades ilustres como Adib Jatene (médico e cientista), Armando Nogueira (comentarista esportivo), Chico Mendes (seringueiro e ambientalista), Enéas Carneiro (médico e político), Glória Perez (dramaturga), Iolanda Fleming (primeira governadora do País), Jarbas Passarinho (político e ex-ministro de vários governos), João Donato de Oliveira Neto (músico), José Vasconcelos (humorista), Carlão (jogador de vôlei) e Marina Silva (política).



Fonte: Portal Amazônia



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