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Seycheles pedem ajuda contra ameaça do aumento do nível do mar

Compartilhe:     |  13 de novembro de 2014

O líder das ilhas Seychelles convocou nesta terça-feira (11) os pequenos Estados insulares, particularmente vulneráveis às mudanças climáticas, a se unir para pensar nas negociações internacionais sobre o clima com o objetivo de que nenhuma desapareça por causa da elevação do nível do mar. “As mudanças climáticas são a principal ameaça da nossa época”, assegurou o presidente das Seychelles, James Michel, durante a abertura da cúpula da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), organizada neste arquipélago do Oceano Índico.

“Não dispomos das últimas tecnologias para nos adaptar ao problema”, nem tampouco da “capacidade econômica para impor sanções aos culpados” pelo aquecimento, disse Michel, para quem não se pode “aceitar o desaparecimento de nenhuma ilha pela elevação do nível do mar”.

Os pequenos Estados insulares são “a consciência das negociações”, disse Michel a poucas semanas da Conferência de Lima, que deve preparar a cúpula de Paris, em 2015. No ano que vem, 195 países se reunirão na capital francesa, sob a égide das Nações Unidas, para tentar alcançar um acordo mundial para limitar o aumento das temperaturas do planeta a 2ºC.

Alguns arquipélagos, como Kiribati e Tuvalu, no Pacífico, ou as Maldivas, no Índico, poderiam desaparecer completamente se não for feito nada para conter as mudanças climáticas. Segundo o cenário mais otimista do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a elevação mundial das temperaturas oscilaria entre 0,3º C e 1,7º C antes do fim do século. Isto implicaria uma alta de 26 cm a 55 cm do nível do mar. O cenário mais pessimista aponta a um aquecimento entre 2,6º C e 4,8º C, que implicaria em uma elevação do nível do mar de 45 cm a 82 cm.

IPCC - arte (Foto: G1)


Fonte: G1 - France Presse



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