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Startup brasileira usa fibra de caju para substituir carne animal

Compartilhe:     |  17 de dezembro de 2020

Da união entre sabor, tecnologia, sustentabilidade e saúde nasceu a startup Amazonika Mundi, que chega ao mercado com o uso pioneiro de carne de fibra de caju. A alternativa para substituir a proteína animal é o ingrediente principal de seus alimentos 100% à base de plantas.

A ideia é trazer para o dia a dia de quem consome carne bovina, suína, de aves ou de peixes, alternativas praticamente idênticas em sabor e textura, que vão impactar de forma positiva a saúde das pessoas e a preservação do planeta.

A novidade deve agradar, sobretudo, quem adora carne, mas quer largar o hábito ou ao menos reduzir o consumo.

Fibra de caju

A utilização inédita da carne de fibra de caju na produção de alimentos livres de proteína animal é o grande trunfo da nova marca para conferir uma surpreendente textura muito próxima à da carne animal, além de trazer benefícios nutricionais.

A fibra está presente nos produtos Amazonika Burger, Almôndega Amazonika e Siriju (um bolinho com consistência e sabor que lembram siri), vendidos em supermercados e restaurantes.

Foto: Tomas Rangel

A inovação se deu graças a uma importante parceria mantida com a Embrapa. Dessa forma, além de sabor e saúde, o pilar sustentabilidade entra em cena ao aumentar a cadeia de valor da cajucultura, uma das mais importantes do nordeste brasileiro. Normalmente descartada pela indústria (cerca de 75% das 900 mil toneladas eram desperdiçadas por ano), essa fibra é um coproduto da fabricação do suco da fruta.

Insumo brasileiros

A linha de substitutos de carne animal ganhará novidades como nuggets, kafta, entre outras. Mas a aposta da foodtech não para por aí. A marca já conta com outros itens 100% vegetais, sem glúten, sem lactose, e livre de conservantes e de insumos geneticamente modificados. São eles o Falafel Burger, o Quinoa Burger e os Bolinhos Falafel, Quinoa e Feijuca.

Foto: Tomas Rangel

Nessa produção, outra iniciativa de sustentabilidade merece destaque: o uso de ingredientes típicos da região amazônica, valorizando o que é genuinamente brasileiro e contribuindo na criação de cadeias de valor para produtos da floresta. Quando utilizados de forma sustentável, os recursos naturais amazônicos podem ter um impacto positivamente transformador na economia do país e na preservação do bioma.

Extrato de açaí, óleo de patauá, óleo de sacha inchi, tucupi preto, pimenta assîsî e urucum são alguns dos insumos que fazem parte da composição de seus produtos.

Também vale ressaltar o uso de feijão-manteiguinha de Santarém e farinha d’água de Bragança, dois elementos da cozinha brasileira que encantam chefs desde que a culinária do Norte ganhou o mundo. Todas essas matérias-primas têm sua produção baseada na sustentabilidade e na preocupação em manter a floresta amazônica ‘de pé’, sendo conservada e renovada.

Apoio a pequenos produtores

A Amazonika Mundi ainda firmou parcerias com a Origens Brasil (organização que promove negócios sustentáveis na Amazônia em áreas prioritárias de conservação, com garantia de origem), Imaflora, a Concepta Ingredients (do grupo Sabará) e Manioca. Desta forma, é possível conhecer cada núcleo produtor dos ingredientes, e saber exatamente o impacto positivo que está sendo gerado na preservação da floresta amazônica e na vida, cultura e economia desses núcleos.

Na produção de óleo de sacha inchi, por exemplo, são 500 famílias diretamente impactadas em uma área conservada e certificada orgânica de 750 hectares. Para completar, parte do valor da venda dos produtos é destinada a comunidades indígenas produtoras dos insumos.

A Amazonika Mundi nasceu da antiga marca Sottile, fundada em 2018, que já trabalhava com produtos 100% veganos e com foco em sustentabilidade. Em 2020, uma nova configuração societária possibilitou o aprimoramento e desenvolvimento de novas receitas, novos produtos e novas formas de produção, dando origem à Amazonika Mundi. À frente da marca estão os empresários Cello Camolese, Thiago Rosolem, Bruno Rosolem, George Braile e João Mayrink.



Fonte: CicloVivo



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