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Startup europeia desenvolve máquina para produzir oxigênio na Lua

Compartilhe:     |  19 de maio de 2021

Uma startup europeia está trabalhando no aperfeiçoamento de uma tecnologia capaz de produzir oxigênio a partir de elementos encontrados no solo lunar. O objetivo é criar um equipamento que seja usado em uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA), programada para 2025.

A Space Application Services (SAS), que tem base na Bélgica, está construindo três reatores experimentais sob um contrato com a ESA, que foi anunciado na última quarta-feira (12). Os reatores serão usados para ajustar todo o processo de produção de oxigênio e serão testados na Lua como parte da Missão de Demonstração de Utilização de Recursos in situ (ISRU).

A máquina usará o processo FCC Cambridge, que foi desenvolvido originalmente no fim da década de 1990 para extração direta de titânio do óxido de titânio, que é encontrado na natureza nos minerais rutilo e anatase. O método foi criado por três professores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e usa eletrólise para separar o metal puro do minério.

Na Lua, a técnica será usada para dividir o regolito lunar, que consiste em até 45% de oxigênio, ligas metálicas e oxigênio puro. No processo, o regolito lunar é usado como um cátodo, o eletrodo através do qual a corrente elétrica entra em uma célula eletrolítica, liberando oxigênio.

Levar oxigênio aqui da Terra para a Lua funciona bem para viagens de curta duração ou missões que permitem um reabastecimento facilitado de suprimentos. Contudo, a possibilidade de produzir oxigênio localmente será a chave para a presença humana de longo prazo no nosso satélite natural e em outros corpos celestes, segundo a empresa.

Sem desperdício

Regolito lunar antes e após ser dividido em ligas metálicas e oxigênio. Crédito: ESA

Além do FCC Cambridge, a SAS estuda a utilização de outro método para produção de oxigênio fora da Terra, que consiste na redução da ilmenita com hidrogênio. A ilmenita é um minério rico em titânio que pode ser encontrado em algumas áreas da Lua. Essa técnica consiste em “assar” o regolito em um recipiente fechado com a presença de hidrogênio, o que forma vapor d’água, que pode ser dividido em oxigênio e hidrogênio.

Além do uso do oxigênio para sustentação da tripulação, o hidrogênio pode servir de combustível para que as missões se aventurem mais fundo no sistema solar. A SAS terminou recentemente a fase inicial do conceito do equipamento que será usado em 2025.

A ISRU será a primeira missão da ESA que será realizada com todos os serviços prestados por fornecedores comerciais, indo desde a comunicação até os serviços necessários para operar a missão, passando até mesmo pelo transporte.



Fonte: Olhar Digital - Por Kaique Lima - Editado por Rafael Rigues



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