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Startup lança horta residencial inteligente, onde o trabalho é trocar a água do equipamento

Compartilhe:     |  12 de agosto de 2020

O interesse por ter plantas em casa e cultivar o próprio alimento é crescente e, com o isolamento social, esta tendência se tornou ainda mais clara. O Mercado Livre, portal de compras, relata que a procura por itens de jardinagem cresceu nada menos do que 450%.

Pensando em dar uma opção prática para quem decidiu começar uma horta caseira, os cariocas Rodrigo Farina, Juan Correa e Bruno Arouca criaram a Brota, a primeira horta residencial inteligente do Brasil.

O produto, vendido no site da própria startup, funciona a partir de cápsulas. Cada cápsula contém uma espécie de solo preparado especialmente para o crescimento da semente já contida nela. O consumidor precisa somente abastecer o reservatório da sua Brota a cada 25 dias e para garantir o crescimento da plantação.

Isso acontece graças ao sistema autônomo de irrigação da horta que envia água e nutrientes à cada cápsula com um tipo de planta no tempo e quantidade ideais, eliminando totalmente a necessidade de conhecimento sobre botânica ou mesmo alguma prática.

Hoje a empresa disponibiliza 11 opções de cápsulas, entre elas de Camomila-Húngara, Alface Baby Leaf e Coentro Português. Em caso de dúvida o cliente conta com biólogos online por meio do WhatsApp, e-mail, telefone ou Instagram para auxiliar em qualquer etapa do processo.

Saúde e tranquilidade

A proposta da empresa é despertar a atenção das pessoas por se preocuparem mais com uma vida mais sustentável e com mais saúde logo a partir do primeiro contato com a horta.

Um estudo produzido no Rio de Janeiro pela própria startup aponta que 74% das pessoas entrevistadas gostariam de ter uma horta em casa, mas não a cultiva por algumas razões:

• 72% das pessoas afirmaram não encontrarem tempo na rotina para cultivarem uma horta;

• 69% disseram que não plantam por não terem conhecimento de plantas;

• 59% não plantam pela falta de espaço em casa;

“Acreditamos que ter uma horta em casa traz diversos benefícios físicos, psicológicos e abre para uma nova consciência sobre o estilo de vida mais saudável que todos devemos buscar de alguma forma. Enxergamos uma oportunidade de começar essa jornada de conscientização por meio de uma horta que vive no modus operandi de quem está nas capitais, mas que não tem tempo ou conhecimento para mantê-la”, comenta o CEO da Brota, Rodrigo Farina.

Horta ecológica

Na outra ponta, para reforçar ainda mais a preocupação com o meio ambiente, a empresa produz todas as hortas com elementos naturais ou orgânicos e sem agrotóxicos.

Além disso as cápsulas são todas reutilizáveis, ou seja, ao realizar a troca é possível aproveitar o envoltório e substituir apenas o interior, com a terra e sementes.

“A tecnologia embarcada no produto e nos insumos permite colocarmos em prática o propósito de sermos sustentáveis. Acreditamos que esse seja um diferencial da Brota e algo que acreditamos ser essencial para fazermos parte da vida das pessoas daqui em diante”, afirma Farina.

Empreendedorismo

O plano da Brota tem dado muito certo e acontecido de forma rápida. De um ano para cá desde quando foi dado o start no projeto todo investimento em pesquisa e desenvolvimento foi feito a partir da economia dos próprios sócios.

Rodrigo Farina, Juan Correa e Bruno Arouca, fundadores da Brota: a startup,
que leva o mesmo nome do produto é vendida online em seu próprio site e
possui 12 opções de cápsulas de cultivo Foto: Brota/Divulgação

Para ajudar no custeio da produção e início oficial das vendas foi aberta há um mês uma campanha na plataforma de crowdfunding Catarse. O resultado foi um sucesso onde mais de 2.500 unidades foram vendidas e a meta de captação superada em 450%.

“Ficamos extremamente realizados com a adesão do público ao nosso projeto. Ter uma horta em casa pode significar muito mais do que ter contato com um pouco de verde dentro de casa, simboliza a forma a busca por uma integração com o meio onde se vive. É nisso que acreditamos”, finaliza o empreendedor.



Fonte: CicloVivo - Natasha Olsen



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