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Superalimento, o ovo pode incrementar o cardápio de cães e gatos

Compartilhe:     |  13 de novembro de 2020

Por algum tempo integrante do grupo dos vilões alimentares, o ovo deixou essa categoria e foi promovido a mocinho nos últimos anos. Essa mudança de status é mais do que justa, afinal, trata-se de um dos alimentos mais completos, rico em proteínas, vitaminas, gorduras saudáveis e uma infinidade de minerais. Isso sem falar que todos esses benefícios podem ser adquiridos a um baixo custo e sem demandar muito tempo e trabalho na cozinha.

E o melhor: esse é o tipo de comida que você não só pode, como deve compartilhar com o seu pet. “É uma proteína saudável de alta biodisponibilidade, rica em botina, selênio, vitaminas. Faz bem para a pele, pelo e olhos”, lista a médica veterinária Laura Amorim, contando que os caninos são mais fãs do alimento do que os bichanos, donos de um paladar mais seletivo.

Especialista em nutrição para cães e gatos, Laura Amorim é defensora de uma alimentação mais natural para esses animais. Ela conta que eles podem consumir ovos oriundos de qualquer ave. “Galinha, guiné, pato, codorna ou até mesmo avestruz”, diz,  desmistificando não só a questão do consumo, mas também as formas de oferecer o alimento.

Ovos de codornaOvos de codorna são excelente opção para variar o cardápio. Foto: Pixabay

A profissional diz que o ovo pode ser servido cozido, poché, mexido (desde que não use gorduras adicionais no preparo) e até cru, condição não recomendada para os humanos. “Infecções por salmonella (grupo de bactérias encontradas em produtos de origem animal e que podem causar gastroenterites) em carnívoros são extremamente raras, pois o pH ácido do estômago é capaz de matar a maioria das bactérias”, diz, enfatizando que nenhum carnívoro no mundo se alimenta de proteínas cozidas.

Outra curiosidade é que os ovos, independente de crus ou cozidos, podem ser oferecidos com a casca. As cascas dos ovos, inclusive, são fonte de magnésio e carbonato de cálcio, este último usado como antiácido no combate a dores no estômago, azia e má digestão.

Laura explica, porém, que o mineral não será totalmente absorvido nessa forma de consumo, mas que a casca serve como um brinquedo, um obstáculo, uma atividade inserida no Enriquecimento Ambiental (EA). Vale a pena só ficar de olho para evitar engasgos.

No caso dos animais que fazem uso da Alimentação Natural (AN), os ovos podem ser inseridos entre as proteínas a serem consumidas diariamente. A médica veterinária, inclusive, dá a preciosa dica de que a utilização do ovo pode ajudar a baratear a AN no caso dos cães grandes e gigantes.

Os tutores que optam por promover uma alimentação mais natural devem sempre procurar um profissional especializado para adaptar a dieta de acordo com as necessidades de cada pet, com o balanceamento de nutrientes e as porções adequadas.

Aqueles que comem ração, por sua vez, podem consumir o alimento como opção de lanche. Inclusive, é uma alternativa bem mais saudável do que petiscos industrializados. Por ser rico em aminoácidos essenciais (que não são produzidos pelo organismo), o ovo contribui para aumentar a sensação de saciedade.

Cães costumam aceitar com facilidade o ovo na dietaNo lanche ou como proteína protagonista, cães costumam aceitar bem o ovo na dieta. Foto: Cortesia

Sua composição possui macro e micronutrientes de extrema importância  Na clara, estão proteínas de alto valor biológico, enquanto a gema abriga, principalmente, gorduras e vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Estão presentes ainda vitaminas do complexo B (B12, riboflavina, ácido fólico e colina), além de minerais como ferro, selênio, fósforo, iodo, zinco, cobre e cálcio. É também fonte de luteína e zeaxantina, que estão associadas à prevenção de patologias oftalmológicas.

Laura explica que um animal saudável e com uma dieta balanceada pode consumir ovo diariamente, uma vez que, segundo ela, fontes de gorduras saudáveis não causam aumento de colesterol em cães e gatos. Mas é importante sempre consultar o médico veterinário que acompanha o seu pet sobre as porções que ele pode consumir. Isso vai variar de acordo com o porte e o quadro clínico de cada um. E ter esse equilíbrio é de extrema importância, pois o excesso muitas vezes joga contra e pode causar problemas.

Assim como acontece com os humanos, alguns animais também podem manifestar alergia ao ovo. Por isso, é indicado estar sempre atento ao comportamento deles. Os sinais de reação são semelhantes a processos alérgicos de outras naturezas, como coceira, dermatites e otites. Uma vez observado quadro do tipo, o mais indicado é suspender a oferta e procurar o veterinário para investigar mais detalhadamente o caso.



Fonte: Folha Pernambuco



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