Notícias

Tamarindo de Augusto dos Anjos em Sapé é atacado por cupins e formigueiros

Compartilhe:     |  21 de outubro de 2014

Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) se reúnem, nesta quarta-feira (23), com autoridades do setor de Educação e Cultura de Sapé, no Agreste paraibano, para discutir plano de recuperação do famoso pé de tamarindo, fonte de inspiração do poeta Augusto dos Anjos, que está se deteriorando e ameaçado de cair, em virtude da infestação de pragas e doenças.

Por solicitação da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Município, o engenheiro agrônomo Pedro Paulo e o diretor técnico da Emater, Vlaminck Saraiva, realizaram, semana passada, uma vistoria técnica e interditaram toda área em torno da árvore, que tem mais de 200 anos de existência.

De acordo com o secretário executivo de Educação e Cultura de Sapé, Werton da Silva Santos, além da ação do tempo, a velha árvore está sendo fortemente atacada por cupins e formigueiros diversos. Ele disse que “se providências de um tratamento adequado não forem tomadas com urgência, o pé de tamarindo corre sérios riscos de desabar”.

Apesar das ameaças, o pé de tamarindo do Engenho Pau D’arco, no município de Sapé, onde nasceu Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, continua resistindo bravamente. Sob a sombra da antiga árvore, o poeta paraibano estudou as lições e escreveu seus primeiros poemas.

Na avaliação do secretário de Educação, o Memorial Augusto dos Anjos é um importante empreendimento cultural, que tem por objetivo resgatar e preservar a memória do nosso poeta maior, e também divulgar turisticamente a cidade de Sapé, gerando emprego, renda e desenvolvimento na região.

Criado em 2006, pelo Governo da Paraíba, o Memorial Augusto dos Anjos, que é administrado pela Prefeitura Municipal de Sapé, está instalado na casa da ama de leite do poeta, Guilhermina, e recebe turistas de todo o Brasil e do mundo. O ambiente comporta uma biblioteca com um vasto acervo sobre o poeta do “Eu”, uma videoteca contendo depoimentos da vida e obra de Augusto, um auditório para conferências e cursos, com capacidade para 70 pessoas, além de uma variedade de painéis que contam a vida do poeta a partir da infância até a morte, em 1914, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais.

Árvore tem 200 anos

Técnicos trabalham para recuperar a árvore



Fonte: Portal Correio



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

5 coisas horríveis que você não sabia que aranhas podem fazer com você

Leia Mais