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Tarântula é flagrada devorando serpente e surpreende cientistas

Compartilhe:     |  11 de janeiro de 2017

Enquanto andava pela Serra do Caverá, no sul do país, em busca de tarântulas como parte de um projeto de pesquisa, o estudante de Biologia Leandro Malta Borges, da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e seus colegas tropeçaram em um evento único da natureza.

Relatando a descoberta em Herpetology Notes, eles contam ter visto uma tarântula (Grammostola quirogai tarantula) sob uma rocha, segurando uma serpente de 40 centímetros de comprimento, popularmente conhecida como jararaquinha-do-campo (Erythrolamprus almadensis). De acordo com informações do Science Alert, é o primeiro relato do tipo, o que surpreendeu os cientistas.

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A predação de uma cobra tão grande em relação ao tamanho da aranha foi uma surpresa para nós”, disse Leandro em entrevista ao Live Science. De acordo com ele, não há evidências científicas que sugiram que a tarântula tenha usado qualquer tipo de veneno para sedar a cobra.

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Isso significa que ela usou apenas seus colmilhos – que crescem a impressionantes dois centímetros de comprimento – para morder e subjugar a pequena serpente não venenosa.

Devido ao seu tamanho relativamente grande, as tarântulas podem abater presas que muitos outros tipos de aranham não conseguem, como pássaros, rãs, lagartos e ratos. Mas, normalmente, se uma aranha é capaz de tal feito é porque teve ajuda de uma teia, veneno ou ambos. Por exemplo, de acordo com Borges, em registros de eventos semelhantes, uma viúva-negra conseguiu capturar uma cobra com a ajuda de seu poderoso veneno e habilidade para construir a teia.

 

Embora o relatório observe que já houve casos iguais ao da tarântula, todos acontecerem em cativeiro ou em experimentos. Tais encontros inéditos em ambientes selvagens sugerem que a serpente estivesse no lugar errado e hora errada, e que a tarântula apenas reconheceu uma boa refeição quando a viu. “Provavelmente, a cobra foi surpreendida ao entrar no ambiente da aranha e, portanto, foi subjugada por ela”, conclui o relatório.

A presa, com seus 39,6 cm de comprimento, foi encontrada morta com severos danos na parte central e anterior do corpo, região por onde a tarântula, uma fêmea adulta, se alimentou. Ambos os animais foram coletados e levados para análises em laboratório.



Fonte: Jornal Ciência - Merelyn Cerqueira



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