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Tartaruga de duas cabeças é encontrada nos Estados Unidos

Compartilhe:     |  5 de setembro de 2019

Enquanto examinavam o ninho de uma tartaruga marinha em uma das praias subtropicais da Carolina do Sul, estado do litoral sudeste dos Estados Unidos, uma equipe de conservacionistas ambientais descobriu que um dos filhotes possuía duas cabeças. O pequeno réptil, que é considerado raro, recebeu o nome de “Crush e Esguicho”, nome dos personagens tartarugas do filme Procurando Nemo, da Pixar, por conta de suas duas cabeças.

A equipe que descobriu a pequena tartaruga faz parte da instituição Patrulha das Tartarugas Marinhas, que tem como finalidade proteger os animais que vivem no litoral. O grupo atua nas praias da cidade de Hilton Head Island, na Carolina do Sul, onde o animal foi encontrado. Jayme Davidson Lopko, quem encontrou a tartaruga, compartilhou em uma publicação no seu Facebook que a Patrulha atua de acordo com as regras estabelecidas pelo Departamento de Recursos Naturais do Estado, que exige que a instituição exista apenas para proteger e cuidar dos animais que estiverem em situação de risco. “Não tiramos filhotes da praia para criar ou reabilitar. Esse rapaz está sozinho, assim como seus irmãos e irmãs que vieram do ninho e como eles fazem há milhões de anos”, escreveu Lopko em seu perfil pessoal.

Ainda que um animal com duas cabeça seja raro de se encontrar, esse fenômeno é mais comum em répteis do que nos demais animais. Lopko apontou que, durante os 15 anos que trabalha em monitoramento de ninhos, ele apenas havia encontrado duas tartarugas nestas condições – e uma delas é Crush e Esguicho. A condição, chamada de bicefalia ou policefalia, também já foi descoberta em outros répteis, como lagartos e cobras. A possível explicação para isso seria porque os répteis costumam pôr ovos que, em contato com o ambiente externo e as atuais condições ambientais, podem ser afetados e o desenvolvimento do embrião acaba sendo prejudicado.

A bicefalia, portanto, pode ser encarada como o resultado de anomalias genéticas e ambientais. Neste caso, um embrião teria a sua separação – ou divisão em dois – interrompida, fazendo com que um único corpo divida duas cabeças. Esse fenômeno também acontece com humanos, resultando em gêmeos siameses. Outra possibilidade é que dois embriões poderiam se fundir de maneira parcial, resultando também em um ser vivo com duas cabeças.

Como a instituição de proteção ambiental não deseja alterar o rumo natural dos animais, a equipe não acolheu o filhote. Em vez disso, o ajudaram a entrar no mar para nadar, já que o bebê estava encontrando dificuldades para engatinhar na areia por conta do formato anormal de sua concha. “Boa sorte e tenha uma boa viagem, cara especial”, escreveu Lopko no Facebook.



Fonte: Exame - Maria Eduarda Cury



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