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Telas x pandemia: 65% das crianças estão viciadas em eletrônicos

Compartilhe:     |  7 de julho de 2020

A fixação das crianças por dispositivos eletrônicos — tablets, smartphones, computador, videogame — não é novidade. No entanto, nos últimos meses, esse comportamento se agravou ainda mais. De acordo com um estudo indiano, cerca de 65% dos pequenos estão viciados em dispositivos e são incapazes de manter distância deles mesmo que por 30 minutos. As crianças estão chorando, expressando raiva e não ouvindo os pais quando solicitadas a parar de usá-los. A pesquisa de amostra foi realizada por médicos do Hospital JK Lone, em Jaipur, na Índia, com 203 crianças — 55% meninos e 45% meninas. Os dados para o estudo foram coletados em plataformas eletrônicas e mídias sociais, e os pesquisadores enviaram questionários aos pais de várias cidades. O objetivo foi estudar o impacto da quarentena na saúde das crianças.

Na pesquisa, os pais mencionaram que as crianças usam celulares, laptops, computadores e tablets disponíveis em casa. No entanto, o celular é a ferramenta mais utilizada. Os resultados mostraram que durante o período de bloqueio em função do coronavírus, um total de 65,2% dos estudantes relatou problemas físicos, 23,40% ganharam peso, 26,90% sofreram dores de cabeça/irritabilidade e 22,40% relataram dores nos olhos e prurido. Mas, de fato, 70,70% dos estudantes com alta exposição de tela nesse período estão enfrentando problemas comportamentais, 23,90% estão deixando de lado suas rotinas diárias, 20,90% estão ficando descuidados, 36,80% estão ficando teimosos e 17,40% estão relatando um tempo de atenção reduzido.

Segundo os pesquisadores, quase todas as crianças tiveram um aumento no tempo de tela de 2 a 3 vezes, e uma redução na atividade física. 50% dessas crianças têm dificuldade em dormir e 17% acordam no meio do sono à noite e levam 20 a 30 minutos para voltar a dormir. Elas também sofrem de sonolência diurna e cansaço diurno. Queixas de mudança de comportamento também foram relatadas em cerca de dois terços das crianças. A maioria das escolas, em média, envolveu crianças em aulas online por 1 a 8 horas (em média 3 horas) por dia. Para atender à demanda de aulas virtuais, cerca de 38% das famílias tiveram que comprar um novo dispositivo, o que também lhes causou encargos financeiros.

Portanto, o estudo concluiu que a querantena teve impacto negativo significativo na saúde física, mental e emocional das crianças, o que está levando a sono de baixa qualidade, distúrbios psiquiátricos e discórdia entre pais e filhos. A psicóloga Anamika Papriwal disse, em entrevista ao IANS, que a briga familiar por aparelhos eletrônicos como laptops, computadores e telefones celulares se tornou comum durante o home office. “Eu recebo telefonemas regulares de famílias que enfrentam comportamentos erráticos de seus filhos.  Eles compartilham suas histórias angustiantes”, afirmou.



Fonte: Revista Crescer



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