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Telemedicina ao alcance de todos, menos atrelada à venda de remédios e mais à prestação de serviços

Compartilhe:     |  1 de março de 2019
A tecnologia está mudando a forma como as pessoas cuidam da própria saúde. Por meio de aplicativos, é possível inserir resultados de testes e receber respostas imediatas de um robô, que pode recomendar a ida a um pronto socorro ou até disparar um alerta para alguém de confiança. A princípio, parece que essas inovações são voltadas apenas para os endinheirados, mas não necessariamente. Cerca de 90% dos jovens sem-teto em Boston, nos Estados Unidos, acessam regularmente seus perfis no Facebook e 40% possuem celulares (que realmente funcionam). Com isso, a prevenção e a cura de doenças podem estar cada vez mais ao alcance dos dedos.

Foi graças ao avanço tecnológico que o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, no dia 5 de fevereiro, a regulamentação da telemedicina no Brasil, que permite que médicos brasileiros realizem consultas online, telecirurgias e telediagnósticos de pacientes que vivem em lugares remotos do país. “É mais um canal eficiente para levar informação e cuidar da saúde das pessoas”, afirma Joseph Kvedar, professor da Universidade de Harvard e autor dos livros “Internet das coisas saudáveis” e “Nova era mobile: como a tecnologia irá ampliar a saúde e otimizar a vida das pessoas”, em entrevista exclusiva, antes de desembarcar no Brasil para participar de uma palestra promovida pela startup de tecnologia Medpass, na quarta-feira, 20, em São Paulo.

No entanto, ainda existem pontos da resolução que precisam ser definidos, como a especialidade do profissional que deve acompanhar os pacientes durante as consultas remotas. Foi por isso que o CFM abriu uma consulta pública para colher sugestões nos próximos dois meses de médicos e entidades da categoria.

“Se o século 20 ficou marcado pelo aumento da expectativa de vida, o século 21 entrará para a história pela melhora da qualidade de vida”, diz Kvedar. “O desenvolvimento tecnológico deve mudar o papel de vários atores no setor de saúde; a indústria farmacêutica, por exemplo, deve ter seu faturamento menos atrelado à venda de medicamentos e mais relacionado à prestação de serviços no longo prazo. Os robôs e sensores também deverão ser mais usados para definir diagnósticos, permitindo aos médicos exercerem uma medicina mais humana.”



Fonte: Exame



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