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Temperatura corporal está diminuindo a cada década, diz médica

Compartilhe:     |  11 de janeiro de 2020

De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a temperatura média corporal dos seres humanos pode estar mudando. A ideia comum é que a temperatura do corpo é em torno dos 37 graus Celsius, mas cientistas que estudaram a mudança pelas últimas décadas dizem que o corpo humano está “esfriando” a cada década.

Com base em uma análise feita com residentes dos Estados Unidos, a equipe da professora de medicina Julie Parsonnet percebeu que a temperatura está diminuindo 0,03ºC, e não que houve um erro de medição no passado – como alguns cientistas acreditavam ter acontecido. Parsonnet recolheu dados de 23.710 veteranos do Exército da União da Guerra Civil Americana, que tiveram suas temperaturas medidas entre 1860 e 1940. As outras análises foram realizadas entre 1971 e 1975 e 2007 a 2017.

Uma das descobertas foi que homens que nasceram no início do século 19 apresentavam temperaturas 0.59ºC maiores do que os homens nascidos no século 20. No caso das mulheres, sua temperatura corporal diminui 0,32ºC desde 1890. Com essas informações, a equipe de Stanford calculou que a temperatura média atual é em torno dos 36,6ºC, e não 37ºC.

Ainda que muitos acreditem que a confusão se deve ao fato de que termômetros antigos não eram tão precisos, Parsonnet acredita que esse não é o caso: “O declínio que vimos das décadas de 1860 a 1960, vemos o mesmo declínio da década de 1960 até hoje. Não acho que exista muita diferença nos termômetros entre os anos 1960 e hoje”, comentou no estudo. A tendência de resfriamento do corpo, segundo ela, é visível ao analisar os conjuntos de dados mais atuais.

Além disso, pessoas mais velhas que tiveram suas temperaturas medidas no mesmo ano que pessoas mais novas apresentaram temperaturas corporais mais altas – o que descarta a possibilidade de ter sido uma confusão devido aos termômetros mais antigos. “A explicação mais provável, na minha opinião, é que, microbiologicamente, somos pessoas muito diferentes do que éramos”, adicionou a professora.

Segundo Parsonnet, a tendência de resfriamento não apresenta uma data limite para parar, mas ela não acredita que isso está próximo: “Haverá um limite, não vamos chegar a zero. Mas eu simplesmente não sei quando será”, informou à revista NewScientist.



Fonte: Exame



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