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Togo adota exames de DNA das presas de elefante para combater tráfico de marfim

Compartilhe:     |  10 de junho de 2014

O Togo, um dos centros de comércio de marfim na África, adotou a prática de submeter a exames de DNA as presas de elefante apreendidas para coordenar com os países que praticam a caça ilegal a luta contra o tráfico de marfim que ameaça a espécie.

As autoridades togolesas fizeram várias apreensões desde que países asiáticos as alertaram para a detecção de importantes quantidades de marfim procedentes de Lomé.

Entre agosto de 2013 e janeiro de 2014 foram apreendidas 4,5 toneladas e 18 pessoas foram detidas, segundo o ministro de Segurança e Proteção Civil, coronel Yark Damehame.

As apreensões mais importantes foram realizadas em 23 e 29 de janeiro no porto de Lomé, onde a polícia encontrou 3,8 toneladas de marfim em contêineres que zarpariam para o Vietnã, explicou.

As autoridades estabeleceram uma nova técnica para desmantelar as redes de caçadores ilegais: os exames de DNA.

“Uma equipe de especialistas locais, apoiada por especialistas da Interpol, esteve fazendo exames de DNA em 200 presas apreendidas em 2013 e 2014”, explicou à AFP o comissário de polícia Charles Minpame Bolenga, que chefia o escritório da Interpol em Lomé.

“Os exames são feitos em um laboratório de Washington”, acrescentou.

Segundo Bolenga, os resultados permitirão à polícia togolesa conhecer a origem das presas e a idade dos elefantes.

Os primeiros exames revelaram que a carga apreendida em 2013 “procedia de elefantes do oeste e do centro da África e que a maioria dos elefantes era muito jovem”, declarou Bolenga.

“Ainda estamos esperando os resultados dos exames feitos nas maiores apreensões feitas no porto de Lomé, em janeiro passado”, acrescentou.

“Compartilharemos a informação com todos os países envolvidos para que possam proteger seus elefantes. Agora é a única forma de levar esta luta de forma eficaz”, ressaltou.

Em 2013 foram apreendidos mais de 700 quilos de marfim na loja de Emile N’Buke, um togolês de 58 anos, em Lomé.

Seu julgamento transcorre atualmente na capital togolesa, junto com o de outros três supostos traficantes e o veredicto será divulgado em 11 de junho.

A convenção sobre o comércio internacional de espécies em risco de extinção proibiu em 1989 o comércio de marfim.

Mas o tráfico continua devido à forte demanda existente no Oriente Médio e na Ásia, onde as presas de elefante são usadas para a fabricação de objetos decorativos, mas também como ingrediente da medicina tradicional.

Da população de 10 milhões de animais que havia em 1900, a população de elefantes caiu em 1990 para até 1,2 milhão e atualmente restam apenas 500.000, segundo ambientalistas.

A cada ano morrem entre 22 e 25.000 elefantes, uma média de 60 por dia e, segundo a organização que zela por eles, 20% dos elefantes da África podem desaparecer na próxima década se a caça ilegal se mantiver no ritmo atual.



Fonte: MSN - AFP



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