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Tratamento de efluentes e reciclagem de resíduos: descubra as vantagens para a indústria alimentícia

Compartilhe:     |  22 de novembro de 2020

Responsável por produzir itens essenciais para nossa sobrevivência, a indústria alimentícia torna o Brasil o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo, representando 9,6% do PIB brasileiro, segundo relatório da ABIA – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos.

Em contrapartida, 58% de toda a produção agropecuária é processada nesta indústria, o que acaba por gerar um considerável volume de efluentes e resíduos sólidos em sua linha de produção. Dentre os principais, estão: produtos fora de especificação,  restos de alimentos, bagaços e cascas de vegetais e frutas, água de lavagem de equipamentos, águas residuais, lodo de ETEs e STARs, líquidos de caixas de gordura, efluentes biodegradáveis, entre outros. Nesse contexto, assim como em outros segmentos, os efluentes oriundos das atividades operacionais e produtivas do setor precisam ser tratados antes de retornarem ao meio ambiente ou reaproveitados como reuso.

Os desafios das indústrias alimentícias com seus efluentes e resíduos sólidos

Como cada resíduo possui características específicas, com diferentes concentrações de poluentes, na maior parte dos casos, devem ser transportados separadamente.

Armazenamento

Os tipos de resíduos variam de acordo com a matéria-prima e agregantes utilizados na produção. Analisar, classificar e quantificar  é muito importante para definir o local do armazenamento e a escolha do equipamento para acondicionamento.

Um local adequado de armazenamento otimiza os procedimentos operacionais, atende à legislação ambiental e normas de segurança, minimiza custos com transporte para coletas em grandes volumes. Os resíduos devem estar armazenados em local apropriado, identificados e classificados.

A norma técnica NBR 11.174, fixa as condições exigíveis para obtenção e condições mínimas necessárias ao armazenamento de resíduos classes II-não inertes e III-inertes, de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.

Transporte

Outro desafio enfrentado pelas empresas do setor de alimentos é o transporte adequado dos resíduos. Em situações em que é exigido o tratamento offsite, ou seja, em instalações fora da empresa, o gerador deve ter cuidado nos procedimentos exigidos para um transporte correto e seguro.

Para a coleta e transporte, a empresa responsável deve possuir, ao menos, Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e licenças de autorização dos órgãos ambientais de cada Estado, já o gerador deverá possuir a autorização de movimentação do resíduo. Como exemplo, no Estado de São Paulo o documento de autorização é o CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental), emitido pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Com este certificado, a empresa geradora poderá fazer o transporte dos resíduos até a receptora.

Tratamento

O terceiro desafio é a fase final com a escolha do tratamento adequado. São duas as alternativas a serem consideradas: a modalidade onsite, por meio da construção de uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), ou tratamento offsite, método indicado para empresas que não têm espaço para instalações próprias ou que não desejam investir na construção e operação de uma ETE que depende da contratação de uma empresa terceirizada.

Terceirização do tratamento dos efluentes: uma solução para otimizar as operações

As causas do tratamento inadequado já são de conhecimento de muitas empresas; e dentre as opções existentes para lidar com seus passivos ambientais, as organizações podem contar com parceiros especializados que se dedicam a coletar, tratar e destinar os resíduos seguindo os padrões estabelecidos pela legislação. Considerada uma alternativa eficiente no processo de gestão, a terceirização ainda contribui em outros aspectos, como:

Otimização das operações: todas as etapas do processo de tratamento são transferidas para o parceiro, o que possibilita à empresa direcionar sua atenção e recursos humanos as atividades core do negócio.

Atendimento as principais leis e políticas ambientais: entre as referências predominantes estão a NBR 10004, que estabelece a classificação dos resíduos sólidos e os riscos potenciais ao meio ambiente; as Resoluções Nº 357 e N° 430 do CONAMA,  que regulamentam as condições de lançamento de efluentes nos corpos  d’água; e a adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pelo Governo brasileiro através da Lei 12.305/10.

Redução de custos: dispensando a necessidade de investimentos em projetos e instalações de ETEs próprias, além de custos com a contratação, gestão e aprimoramento de pessoas, a terceirização é uma alternativa mais econômica quando comparada às opções que consistem no tratamento dentro da planta da empresa.

Valorização ambiental: ações que envolvem o reaproveitamento e cuidado com o meio ambiente, como o tratamento dos efluentes , expressam a responsabilidade ambiental da organização e facilitam o alcance das metas de reciclagem; um indicador cada vez mais relevante para milhares de consumidores conscientes que valorizam as práticas sustentáveis.



Fonte: Tera Ambiental



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