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Tratamento que pode ter ajudado a salvar médicos americanos ganha incentivos de autoridades

Compartilhe:     |  15 de agosto de 2014

Pesquisadores da Army Medical Research Institute of Infectious Diseases decidiram investir no tratamento experimental que pode ter salvado dois médicos americanos do vírus ebola. Realizada no Fort Detrick, a pesquisa está busca desenvolver a substância que ganhou o nome de ZMapp, um grupo de anticorpos que age contra a ação da doença, mas que ainda não possui dose definida.

O tratamento foi aplicado no médico Kent Brantly e na missionária Nancy Writebol. Ambos estavam na Libéria, auxiliando no controle do surto, quando foram diagnosticados com o ebola. Em ação urgente, o governo americano aprovou o uso do coquetel de anticorpos nos dois missionários, mesmo com o fato da ZMapp nunca ter passado por testes em seres humanos. Brantly e Nancy responderam bem ao uso da droga experimental, apresentando melhoras e diminuindo os avanços da doença.

Esse fato fez com que a pesquisa por uma dose ideal ganhasse maior incentivo das autoridades. Desde então, Dr. Frank Thieme e sua equipe têm trabalhado para isso. Utilizando plantas similares ao tabaco para hospedar o trio de anticorpos, o grupo de pesquisas da Icon Genetics tem se mostrado a empresa mais próxima de viabilizar o tratamento ideal contra o vírus. Mesmo assim, os testes deverão passara por cobaias primatas antes de chegarem como resposta ao ebola para seres humanos.

O uso de plantas

A Icon Genetics está desenvolvendo nas plantas nicotiniana benthamiana um processo de produção de proteínas e enzimas capazes de criar os anticorpos usados nas ZMapp.

Cura do ebola? Talvez sim (Foto: Getty Images)

Dr. Frank Thieme demonstra a introdução da bactéria contendo DNA geneticamente modificado.

Bactérias são inseridas na planta (Foto: Getty Images)

Técnico segura DNAs modificados que serão inseridos por meio de bactérias nas planas nicotiniana benthamiana.

Tratamento dá esperança como resposta ao surto (Foto: Getty Images)

DNA modificado pode ajudar na produção de proteínas e enzimas (Foto: Getty Images)

Raios ultravioletas são usados nas folhas para acompanhar o processo de propagação da bactéria com o DNA. A pesquisa pode ser o caminho mais fácil para a cura do ebola.

Raios ultravioletas podem ajudar na pesquisa da cura do ebola (Foto: Getty Images)



Fonte: Revista Galileu



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