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Tribunal da Coreia do Sul proíbe morte de cães para consumo humano

Compartilhe:     |  21 de junho de 2018

A decisão do tribunal da cidade de Bucheon, na Coreia do Sul, concluiu nesta quinta-feira (21) que o consumo de carne não é uma razão legal para matar cães. Ativistas pelos direitos animais afirmam que a decisão é histórica e pode abrir caminho para proibição do consumo de cães.

O caso foi levado à justiça pelo grupo de direitos animais Care, que acusou um funcionário de uma fazenda de cães de abusos e maus-tratos animais.

O homem foi condenado e multado em três milhões de wons (R$ 10.2735), por matar animais indiscriminadamente e por violar os regulamentos de construção e higiene.

“É muito importante que seja a primeira decisão judicial a condenar a morte de cachorros para o consumo de sua carne”, disse Kim Kyung-eun, advogada da Care. “A decisão de tornar a prática ilegal abre caminho para proibir totalmente o consumo de carne de cachorro”, acrescentou ela.

A carne de cachorro é considerada parte da culinária sul-coreana, com cerca de 1 milhão de cães consumidos anualmente. Porém, com a conscientização sobre as péssimas condições dos animais durante a produção, o consumo atual diminuiu e a prática tornou-se um tabu entre as gerações mais jovens.

O consumo dessa carne não tem legislações específicas no país, porém autoridades têm invocado regulamentos de higiene ou leis de proteção animal que proíbem métodos cruéis de morte para reprimir fazendas de cães e restaurantes antes de eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, que ocorreram em fevereiro deste ano.

Uma pesquisa no ano passado descobriu que 70% dos sul-coreanos não comem carne de cachorro, mas apenas cerca de 40% acreditam que a prática deveria ser proibida.

Care informou que rastreará fazendas de cães e matadouros em todo o país com o objetivo de apresentar queixas semelhantes às autoridades judiciais. “A indústria de carne de cachorro arcará com as consequências  após a decisão do tribunal”, disse seu líder, Park So-youn.



Fonte: Anda



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