Geografia Ambiental

Trilha mais bonita do Brasil tem beija-flor raro e paisagem sensacional

Compartilhe:     |  18 de outubro de 2014

A estrada empoeirada é um dos caminhos da aventura que percorreu um nordeste pouco conhecido, rico e desafiador. Um patrimônio esculpido pelo vento e pela chuva. O ponto de partida da equipe do Globo Repórter é o vilarejo Guiné, no lado oeste da Chapada Diamantina. No local, começou a trilha entre as montanhas. Uma trilha difícil, mas que é considerada a mais bonita do Brasil. O Globo Repórter atravessou o centro do parque nacional.

Criado há 29 anos, o Parque Nacional da Chapada Diamantina fica bem no centro, no coração da Bahia. É um tesouro da natureza quase intocado e bem preservado. São cerca de 60 quilômetros a pé. A subida, conhecida como Montanha dos Aleixos, é a primeira a ser enfrentada. São cinco dias de caminhada e muitas descobertas estão por vir. É um caminho cheio de novidades. Das quatro mil espécies vegetais que existem no Brasil, 400 só se vê na Chapada Diamantina. O essencial na subida é prestar atenção no caminho, aprender a cada passo com os desafios da trilha. O segredo de subir uma montanha é inclinar o corpo para frente e dar passos bem curtinhos. Subidas bem inclinadas são mais complicadas. Deve se ter cuidado com o joelho.

Espécie rara de beija-flor pousa perto da equipe

A região que parece uma planície é um campo rupestre conhecido como Gerais do Rio Preto. E quando as pessoas menos esperam, um rio aparece para socorrer os aventureiros. As águas do rio preto carregam um pouco a cor das pedras, das raízes das plantas, e uma dose de tanino, que é uma substância que faz bem ao coração. E, além de tudo, é totalmente limpa. E fria. Dá para matar a sede. E também para alimentar a alma, admirando um horizonte infinito.

Depois de 6 quilômetros de trilha, quatro horas de caminhada, se chega ao ponto conhecido como Mirante. É nesse ponto que começa o Vale do Pati. Daí em diante, o caminho é por uma paisagem sensacional de montanhas.

A 1.337 metros de altura, a equipe do Globo Repórter avistou um urubu-rei. Na Chapada Diamantina ele ganhou um apelido: é o Condor da Chapada. E também pôde observar uma raridade que pousou em um arbusto bem próximo da equipe: o “gravatinha”. É um beija-flor que vive nas regiões mais altas da Chapada. O nome “gravatinha” é por causa de uma mancha vermelha que ele tem no pescoço.

Globo Repórter: Este beija-flor só existe aqui, na Chapada, né?
Cezar Neubert Gonçalves, analista ambiental – Icmbio: Esta espécie sim. Existem duas espécies deste grupo. O nome científico dele é augastes lumachella. Um ocorre só em Minas Gerais e outro só aqui no topo dos morros da Chapada.

Fonte: Globo Repórter



Fonte:



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

“Comida de humanos” pode até matar os pets! Veja os riscos dessa prática

Leia Mais