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UFJF coordena iniciativa para criação de vacina contra o coronavírus

Compartilhe:     |  2 de julho de 2020

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está coordenando uma rede de pesquisadores para um estudo dos aspectos clínicos e microbiológicos do novo coronavírus. Atuando em três frentes científicas, um dos focos da iniciativa é a produção de uma vacina oral segura e viável para a prevenção da Covid-19.

O grupo também estuda os fatores ecológicos que possam minimizar a gravidade da doença no trato respiratório de pacientes de grupos de risco e investigam quais vírus estão em circulação em Juiz de Fora e na Zona da Mata.

Projeto

De acordo com o coordenador do projeto e professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF, Cláudio Galuppo Diniz, o estudo da vacina funciona da seguinte maneira.

“Inicialmente, bactérias benéficas aos seres humanos serão modificadas em laboratório por meio de métodos de engenharia genética. Depois, pela via oral – ou seja, ao invés de aplicada por injeção, ela será ingerida – a vacina deverá apresentar ao corpo humano as estruturas do novo coronavírus. O sucesso será observado quando, após essa introdução, o corpo desenvolver imunidade à Covid-19”, explicou.

Conforme o professor, a abordagem metodológica é diferente de outras estratégias, como atenuação viral ou utilização de outros vírus recombinantes.

Em relação à estimativa para a conclusão do produto, Diniz reforça que “mesmo que a gente chegue com atraso, é bom ter diferentes vacinas disponíveis, pois outras variáveis, como transferência de tecnologia, custo e produção em massa também são importantes. Acreditamos que nossa estratégia pode gerar um material desenvolvido em uma Universidade Pública e com tecnologia nacional, cuja produção em massa é economicamente viável. Há também a possibilidade de a plataforma tecnológica estabelecida poder ajudar na contenção de outras doenças”.

Rede de Pesquisa

A rede de pesquisa surgiu no Centro de Estudos em Microbiologia (Cemic), localizado no Instituto de Ciências Biológicas, um dos espaços da instituição que está habilitado para realizar os testes para diagnóstico molecular da Covid-19.

O estudo tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

A equipe também conta com parceiros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Na UFJF, integram a equipe os professores Aripuanã Watanabe, Alessandra Machado, Vanessa Dias e Vânia Lúcia da Silva, todos vinculados ao Cemic.

G1 entrou em contato com os locais citados pela UFJF para saber se gostariam de comentar sobre o projeto e aguarda retorno.



Fonte: G1 Zona da Mata



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