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UFPI cria transformadores trifásicos com uso de óleo de babaçu e entrega à Equatorial

Compartilhe:     |  1 de março de 2020

O Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI) entregou à Equatorial Piauí oito transformadores trifásicos que usam o óleo do coco babaçu como líquido isolante e refrigerador. Trata-se de projeto sustentável que substitui o óleo mineral por vegetal.

De acordo com publicação no site da universidade, o transformador tem a função de modificar os níveis de tensão e corrente elétrica. Se a alta tensão elétrica que é transmitida pela rede de distribuição chegasse a maiorias dos consumidores, ou seja, casas, prédios ou estabelecimentos comerciais, seria bem provável que os equipamentos elétricos sofressem danos irrecuperáveis.

Os transformadores trifásicos entregues por meio da pesquisa realizada na UFPI, em que a função do óleo é de isolar a eletricidade e impedir descargas de energia, também contribuem para o resfriamento do material a fim de evitar futuros incêndios.

O reitor da UFPI, professor José Arimatéia Dantas, ressaltou a contribuição das universidades públicas para o desenvolvimento do país com esse tipo de projeto. “Nós temos que defender essa universidade pública, de qualidade e autônoma, para que continue prestando relevantes serviços à comunidade. Não tenho dúvida que a UFPI é a que mais contribuiu para o desenvolvimento e contribui do estado do Piauí, não apenas com a formação de pessoal, mas com a geração de conhecimento e transferência deste para o bem-estar da população”, afirma.

O valor do financiamento pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi de 1.047.853,80. Os transformadores foram montados com elementos testados e aprovados para o uso específico com o óleo vegetal obtido do coco babaçu. De acordo com o coordenador do projeto, o Prof. Dr. José Ribeiro dos Santos Júnior, a ideia do projeto partiu da possibilidade de criar um produto regional. “Criamos um projeto com recursos da nossa região. A ideia foi imediata, nós usamos o óleo obtido por meio da amêndoa do coco babaçu. Fizemos o primeiro projeto e foi aprovado”, explica.

No início deste mês, pesquisadores da UFPI descobriram plantas de 280 milhões de anos no Rio Parnaíba. As plantas remontam à Era Paleozoica e viveram no mesmo período das plantas da Floresta Fóssil de Teresina.



Fonte: Piauí Hoje - Com informações da UFPI



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