Trilhas da Paraíba

Uiraúna

Compartilhe:     |  8 de fevereiro de 2020

Conhecida como a Terra dos Músicos, Sacerdotes e Médicos, devido a forte vocação dos munícipes nessas profissões, Uiraúna é um município paraibano.  Uiraúna polariza 4 municípios: Poço Dantas, Bernardino Batista, Joca Claudino e Poço de José de Moura. O Município de Uiraúna limita-se ao Norte com Luís Gomes (RN) e Paraná (RN); ao Sul com São João do Rio do Peixe; ao Leste com Vieirópolis; e a Oeste com Joca Claudino e Poço de José de Moura. Uiraúna é um dos principais municípios do Alto Sertão Paraibano devido seu comércio ativo e sua localização privilegiada, sendo uma das mais importantes rotas de ligação entre diversas microrregiões da Paraíba com o estado do Rio Grande do Norte e Ceará.

Uiraúna passou a ser cidade no dia 2 de dezembro de 1953, quando foi emancipada politicamente da antiga cidade de Antenor Navarro. Conhecida como a Terra dos Músicos, Médicos e Sacerdotes, Uiraúna é um dos principais municípios do Alto Sertão Paraibano, estando localizada na microrregião de Cajazeiras, distante 476 quilômetros de João Pessoa, a capital do estado da Paraíba. Em 2008, Uiraúna ganhou o título de “Paris do Sertão”, devido aos investimentos em iluminação pública e pavimentação das principais vias, e em 2017 recebeu a nomeação de “Olinda da Paraíba”, destacando a histórica tradição carnavalesca local.

História

A colonização de Uiraúna está relacionada diretamente com a popularização do cultivo da cana-de-açúcar, a realização da pecuária extensiva como base econômica do sertão e o espírito expansionista da família D’Ávila que anexou à seus domínios as terras banhadas pelo Rio do Peixe (Sousa, São João do Rio do Peixe, Uiraúna…), eles provinham da Casa da Torre, na Bahia, e exploraram grande parte do Nordeste brasileiro com o intuito de acumular capitais através da pecuária.

Esses fatores favoreceram a ocupação do território local com a criação de rotas e feiras de gado. Uiraúna por situar-se na divisa Paraíba-Rio Grande do Norte-Ceará foi ponto estratégico para comerciantes de toda a região. Na segunda metade do século XIX os senhores João Claudino de Galiza, Henrique Caetano de Galiza, Claudino Coutinho de Galiza e Joaquim Duarte Coutinho fixaram-se na região e deram-lhe o nome de Belém do Arrojado, em 1872.

Por volta de 1874 foi construída a primeira capela local pelo Padre José Joaquim de França Coutinho (filho de Joaquim Duarte Coutinho e França Caetano Coutinho),onde nos dias atuais encontra-se a Igreja Matriz Jesus, Maria e José. Pelo trabalho e amor a terra natal, o Padre França é considerado o fundador do município, sendo em 1940, erguido uma estátua em sua homenagem na praça e rua que levam seu nome.

Durante a República Velha, a região foi rota de passagem de dois grandes movimentos históricos: a Coluna Prestes e o cangaço, através do grupo chefiado pelo conhecido cangaceiro Lampião. Nesse período também aconteceu um fato que influenciou a formação cultural do município, a Revolta do Juazeiro, que consistiu em um confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual, o que forçou a migração de algumas famílias para cá. Assim, quatro músicos da cidade de Missão Velha fixaram morada em Uiraúna e, em busca de emprego, procuraram Padre Costa, com quem tiveram a ideia de ensinar música aos moradores locais, desse modo nascia, em 1914, a Banda Costa Correia, que hoje se chama Banda de Música Jesus, Maria e José.

Outro momento histórico que merece destaque foi o ciclo do algodão, cultura que se adequou perfeitamente ao solo local. Nesse período, foi dado o ponta pé inicial na industrialização da cidade, quando se instalaram aqui algumas usinas algodoeiras, como a SAMBRA e a ALGASA. Com isso, veio também o desenvolvimento do comércio local e a instalação de vários bancos e financeiras, a exemplo do PARAIBAN, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco.

A luta pela autonomia política começou por volta de 1942, sendo concretizada somente em 2 de dezembro de 1953, sob Lei Estadual de nº 972, assinada pelo então governador da Paraíba, José Fernandes de Lima. O principal defensor da autonomia foi Osvaldo Bezerra Cascudo, com a contribuição do então deputado estadual Fernando Carrilho Milanez.



Fonte: Wikipédia - Site Oficial da PMU



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