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Um elefante é morto a cada 25 minutos pelo seu marfim, segundo organização

Compartilhe:     |  5 de agosto de 2018

A organização defensora dos direitos animais, Born Free Foundation, divulgou nesta terça-feira (31) que um elefante é morto a cada 25 minutos para alimentar o tráfico de marfim. Dentro desse cenário, caso a caça não seja interrompida imediatamente, os elefantes africanos poderão ser extintos em poucas décadas.

No século passado, a população diminuiu de cinco milhões de elefantes para menos de 500 mil. Desde 2012, cerca de 201 mil elefantes foram assassinados em todo o mundo.

Os elefantes são essenciais para o meio ambiente, pois são grandes dispersores de sementes, cavam buracos para encontrar água – o que também beneficia outras espécies – e modificam paisagens ao arrancar árvores.

A fundadora da organização, Virginia McKenna, 87 anos, que estrelou o filme de sucesso de 1966, Born Free, disse: “Os elefantes são tesouros vivos e grandes professores da natureza. Mas tragicamente algumas pessoas não se importam. Nós devemos desafiar o comércio sangrento de marfim com toda a nossa força.”

Ela pediu apoio à campanha da Born Free para acabar com o tráfico de marfim através da assinatura de sua petição online e de doações para apoiar o trabalho que faz com elefantes em Camarões, Etiópia e Quênia.

O presidente da Born Free, Will Travers disse: “Temos testemunhado de perto as consequências brutais da caça e da pressão que a espécie está sofrendo.”

Apesar das preocupações, Travers ressaltou que importantes providências estão sendo tomadas em todo o mundo para conter a dizimação da espécie. Ele citou o fechamento oficial do mercado interno de marfim na China, as medidas resolutas dos EUA, o movimento de diversos países africanos para acabar com o comércio, e os planos do governo do Reino Unido para acabar com a maioria do comércio doméstico de marfim até outubro deste ano. “No entanto, ainda há muito a ser feito”, afirma.

Em 2016, 105 toneladas de marfim foram queimadas como intuito de enviar ao mundo uma mensagem de que os elefantes valem mais vivos. A presas correspondia a cerca de 10 mil elefantes que foram assassinados para a retirada de seu marfim.

Os elefantes africanos estão classificados com vulneráveis na Lista de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Enquanto os animais não forem vistos como seres livres, atrocidades e massacres, como os ocorridos para a obtenção de marfim, continuarão a ocorrer com a finalidade de satisfazer um desejo ilógico de consumo dos seres humanos.



Fonte: Anda



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