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Uma pesquisa genética com um filhote de anta albina vai ajudar a analisar a ausência de melanina

Compartilhe:     |  27 de dezembro de 2020

O filhote, que foi resgatado em novembro, está sob os cuidados de uma equipe do Zoológico de Sorocaba (SP), que está fazendo o monitoramento e a alimentação do animal.

A bióloga do zoológico, Cecília Pessutti, conta que a “antinha” (como os profissionais a batizaram) alimenta-se de uma mistura de leite de cabra e de vaca e pastagem. Os especialistas estimam que o filhote tenha, aproximadamente, 40 dias de vida.

“Ela é mais sensível à luz solar e pode ter um sistema imunológico mais sensível e isso demanda mais cuidados, como massagem abdominal e o tanque de banho com água morna”, explica Pessutti.

Ela disse, ainda, que o filhote vai prestar uma contribuição científica importante para o estudo da situação albina na espécie.

O biólogo Bruno Saranholi analisa que essa condição pode ser um indicativo de baixa variabilidade genética ou a frequência de acasalamentos entre “parentes”.

Agora, os especialistas vão investigar se há alguma relação de parentesco entre o filhote resgatado e outras duas antes albinas registradas pelo Projeto Anta, do Instituto Manacá. Segundo a bióloga Mariana Landis, uma das responsáveis do projeto:

“O albinismo não é uma condição muito comum, portanto, existe uma boa possibilidade de existir algum grau de parentesco. Em seguida, vamos comparar a genética dos indivíduos albinos com os indivíduos não albinos, verificando, por exemplo, se entre os albinos há um maior sinal de endogamia [acasalamento entre indivíduos aparentados].”

O fotógrafo Luciano Candisani está fazendo os registros da “antinha”. Ele é o primeiro profissional a documentar uma anta albina no Brasil. Os outros indivíduos albinos haviam sido fotografados por ele na reserva Legado das Águas.



Fonte: Greenme - Gisella Meneguelli



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