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União Europeia aposta em negócios com pegada sustentável

Compartilhe:     |  20 de junho de 2019

Faz tempo que a Europa não tira os olhos do Brasil. Mais especificamente, desde 1500, quando a nau capitânia do navegador português Pedro Álvares Cabral fundeou em frente à costa de Porto Seguro, na baía batizada que seria depois batizada em homenagem ao descobridor. Desde a conferência Rio-92, mais conhecida como Eco-92, a atitude de europeus em relação à outrora Terra Brasilis vem mudando de forma radical. Deixou, por exemplo, de ser essencialmente extrativista para se converter em preservacionista, em diversos aspectos.

A nova postura, no entanto, está ligada à necessidade de continuar expandindo seus domínios através do chamado soft power, para, dessa forma, assegurar o bem-estar de europeus. Afinal, o Brasil, em geral, e a Amazônia, em particular, possui boa parte das reservas de água doce do planeta e uma rica (e praticamente inexplorada) biodiversidade.

Uma prova deste novo momento nas relações entre os dois lados do Atlântico é o Low Carbon Business Action in Brazil, iniciativa lançada pela União Europeia (EU) em 2015. O objetivo era capacitar Pequenas e Médias Empresas (PMEs) do Velho Continente para desenvolver projetos no Brasil, com foco na redução de emissões de gases que causam o aquecimento global: metano, óxido de nitrogênio, óxido sulfúrico e dióxido de carbono, entre outros. “Foi a forma encontrada pelos governos europeus de garantir as metas pactuadas no Acordo de Paris, além de também ajudar na internacionalização das empresas”, destaca. Mercedes Blázquez, líder do projeto Low Carbon Brazil.

Os 90 projetos, selecionados de uma lista de 110, receberam aportes de 240 milhões de euros (o equivalente a R$ 850 milhões). A lista inclui iniciativas para redução das emissões de metano nos lixões e aterros sanitários, por meio do aproveitamento do gás metano produzido a partir da decomposição de lixo orgânico. Outra frente privilegiada se refere à geração de energia solar, segmento no qual os europeus são pioneiros. O uso racional da água na atividade agrícola foi outra frente atacada pela Iniciativa.

Low Carbon Brazil, EU aposta em negócios com pegada sustentável
Mercedes Blázquez, líder do projeto Low Carbon Brazil

“No total, foram gerados 1,2 mil empregos no Brasil e nos países onde estão baseadas as PMEs que participam do programa”, conta. A especialista diz que outra forma de medir os impactos do projeto é por meio da quantidade de gases que deixaram de ser emitidos na atmosfera: 30.675 toneladas de dióxido de carbono/ano. “Isso equivale a preservação de 193 hectares (cerca de 190 campos de futebol) na Amazônia.

Tão importante quanto a redução das emissões e a geração de empregos foi a construção de um amplo repositório de dados sobre linhas de financiamento para projetos verdes. As informações foram compiladas na plataforma Green Funding Navigator. Afinal, em se tratando de empresas de pequeno e médio porte, a obtenção de recursos a custo competitivo sempre se configurou num dos maiores desafios.



Fonte: Neo Mondo - Coalizão Verde - Rosenildo Ferreira



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