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Universidade Federal do Piauí atuará em ações de proteção ao tatu-bola

Compartilhe:     |  6 de julho de 2014

A Universidade Federal do Piauí irá atuar no plano nacional para a preservação do tatu-bola, projeto aprovado pelo instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O campus universitário de Bom Jesus, no Sul do estado, ficará diretamente responsável pelas ações já que está situado em uma área de potencial ocorrência da espécie. O tatu-bola foi escolhido como mascote da Copa do Mundo de 2014 e recebeu o nome de fuleco.

“Temos um papel fundamental para a ampliação de conhecimentos sobre o tatu-bola, assim como auxiliar no diálogo e conscientização das pessoas para a conservação da caatinga e das espécies de plantas e bichos que nela habitam”, disse a professora Lilian Catenacci, professora da disciplina de clínica, criação e manejo de animais silvestres e bem-estar animal do curso de medicina veterinária da UFPI.

Segundo Lilian, uma das maiores ameaças para o animal é o desmatamento e a caça ilegal da espécie, associado ao baixo conhecimento científico nas populações em vida livre.

O tatu-bola vive entre as áreas de cerrado e da caatinga, na região Nordeste, e, por causa da ação de caçadores, está cada vez mais difícil encontrá-lo na natureza. Nos últimos 10 anos, a espécie diminuiu pela metade, vítima dos desmatamentos, das queimadas e da caça. No estado é comum a caça do animal para virar receita culinária. Na divisa entre o Piauí e o Ceará, na Serra das Almas, integrantes da Associação Caatinga tentam conscientizar a população para impedir a caça ao animal.

O Plano de Ação Nacional para Conservação do Tatu-bola tem como objetivo redução do risco de extinção de Tolypeutes tricinctus para a categoria vulnerável e avaliação adequada do estado de conservação da espécie.

O PAN é composto por um objetivo geral, seis objetivos específicos e 38 ações. A coordenação caberá ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (CECAT); a coordenação executiva à Associação Caatinga, e a supervisão à Coordenação Geral de Manejo para Conservação (CGESP).



Fonte: G1 PI



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