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Vacina contra zika estará disponível para testes em novembro

Compartilhe:     |  21 de maio de 2016

Uma vacina contra o vírus zika, resultado da parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, e a Universidade Medical Branch do Texas, nos Estados Unidos, estará disponível para testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) em novembro. A previsão foi anunciada pelo diretor do instituto, Pedro Vasconcelos, ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira, durante reunião no Ministério da Saúde.

O acordo internacional foi um passo importante para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. A universidade americana é um dos principais centros mundiais de pesquisas de arbovírus, especializado no desenvolvimento de vacinas. O estudo conta com investimento de aproximadamente R$ 10 milhões do Ministério da Saúde.

Para o ministro Ricardo Barros, a pesquisa superou as expectativas iniciais.

– Será um salto importante para saúde, em um tempo recorde. O prazo inicial, de 12 meses, está sendo antecipado para nove meses. Isso mostra a importância do Instituto Evandro Chagas como uma célula fundamental de desenvolvimento de tecnologia em saúde no Brasil – avaliou o ministro.

A vacina deverá ser administrada em dose única e utilizará o vírus zika atenuado. Inicialmente, o público-alvo da imunização serão mulheres em idade fértil.

– As novas tecnologias são fundamentais para conseguirmos acelerar o processo de desenvolvimento da vacina. Se as fases correrem dentro do esperado, em dois anos poderemos ter a vacina pronta para produção – afirmou Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, a vacina será fundamental para ajudar a diminuir a incidência dos casos de microcefalia em bebês:

– A vacina ajudará a prevenir a transmissão do vírus zika para as mulheres e suas consequências, como a microcefalia. Elas estarão protegidas e poderão engravidar com mais tranquilidade.

O imunobiológico não poderá ser aplicado em gestantes, mas o instituto também desenvolve outra tecnologia, a partir do DNA recombinante do vírus, para ser utilizado em grávidas. Essa vacina deverá estar disponível para testes até fevereiro de 2017, segundo a previsão de Pedro Vasconcelos, do Evandro Chagas.

Encerrado o desenvolvimento da vacina pelo Instituto Evandro Chagas, a previsão é que em fevereiro de 2017 sejam iniciados os estudos clínicos (em humanos) para testar sua eficácia na população. Essa etapa será executada pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

Devido à situação de emergência gerada pela epidemia de zika e suas consequências, como a microcefalia em bebês, o Ministério da Saúde, junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já estuda formas de dar celeridade ao processo, que normalmente dura cinco anos.



Fonte: Extra



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