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Vacina experimental contra ebola protege macacos por até 10 meses

Compartilhe:     |  7 de setembro de 2014

Uma vacina experimental contra o ebola mostrou-se eficaz em proteger macacos por até dez meses em um teste, diz estudo publicado neste domingo na revista “Nature Medicine”, no primeiro relato de imunização a longo prazo contra o vírus. O modelo usado no estudo é similar ao de várias vacinas para humanos que tiveram seu desenvolvimento acelerado diante da atual epidemia da doença no Oeste da África, que já matou cerca de 2,1 mil pessoas.

Segundo os pesquisadores do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID, na sigla em inglês), a vacina inicialmente só deu aos animais imunidade contra o vírus por cinco semanas, mas o uso de uma dose de reforço ampliou esta proteção para até dez meses. A vacina, que usa um adenovírus símio parecido com a versão humana modificado com genes do ebola para ativar o sistema imunológico contra o vírus, é similar à que está sendo desenvolvida por diversos laboratórios para uso em pessoas e cujos testes clínicos ou já começaram ou serão feitos ao longo do ano que vem, mas que ainda não apresentaram resultados semelhantes ao deste estudo.

De acordo com os pesquisadores, liderados por Nancy Sullivan, do NIAID, o regime de vacinação em duas doses permitirá atender a diferentes necessidades. A primeira é proteger a pessoa contra o ebola imediatamente, como no caso de profissionais de saúde e outras pessoas enviadas para as áreas onde ocorrem surtos. No estudo, todos os quatro macacos que receberam a vacina feita com o adenovírus não contraíram a doença ao serem expostos ao ebola cinco semanas depois de a receberem, enquanto os animais não vacinados morreram em apenas seis dias. Já as pessoas que permanecem nestas regiões deverão receber uma segunda dose para ficarem protegidas por até dez meses.



Fonte: Extra



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