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Vacinação contra a gripe espera imunizar pelo menos 39,7 milhões de pessoas

Compartilhe:     |  2 de maio de 2015

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira a campanha nacional de vacinação contra a gripe, que começará na segunda-feira da semana que vem. O objetivo é imunizar pelo menos 39,7 milhões de pessoas. A vacinação este ano inicia com algumas semanas de atraso. A campanha estava prevista para abril, mas, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi preciso adiá-la para que fosse incorporada a proteção contra um novo tipo de vírus em circulação no hemisfério norte.

Serão disponibilizadas 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de brasileiros. A meta é atingir 80% do público-alvo — crianças de seis meses a cinco anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, índios, gestantes, mulheres que tiveram filhos há no máximo 45 dias, presidiários, funcionários do sistema carcerário e portadores de doenças crônicas — até 22 de maio, o que resulta em 39,7 milhões de pessoa. A criança vacinada pela primeira vez precisa tomar uma segunda dose 30 dias depois da primeira.

No ano passado, o ministério prorrogou a campanha porque não conseguiu atingir o objetivo de vacinar 80% no prazo determinado. Só depois de estender a vacinação é que se chegou à meta estipulada. O ministério negou que uma possível prorrogação agora, combinada ao começo mais tardio da campanha, vá prejudicar a imunização antes da chegada do inverno.

— Trabalhamos com uma margem segura. O pior cenário seria utilizar uma vacina velha, que não daria proteção — avaliou Chioro, afirmando ainda que está intensificando a campanha de comunicação e mobilização para vacinar mais pessoas dentro do prazo.

— Não estamos falando de atraso. Todo ano temos que vacinar entre abril e maio. Se você não tem mudança de cepa, como ano passado, a vacina pode ser liberada mais cedo. Se tem mudança de cepa, ela vai demorar um pouco mais. Mas isso não significa atraso, que seria começar em junho — acrescentou a coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações da Secretaria de Vigilância em Saúde, Carla Domingues.

Segundo o ministério, a vacina usa vírus inativado (morto) e não há perigo de desenvolver a doença após ser imunizado. As reações são leves, se resumindo no geral a dor no local de aplicação. De acordo com a pasta, a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalização por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da gripe. Segundo o ministério, houve 326 mortes provocadas pela doença no ano passado no Brasil. O estado em que a mortalidade foi maior foi Mato Grosso: 1,12 óbito por grupo de 100 mil habitantes.

— Há muito boato de que tomei vacina e fiquei gripado. Mas a doença mais comum é o resfriado comum, provocado por outro vírus. A proteção contra essas três cepas, que provocam casos mais graves, com internação, com morte, está garantida — disse Chioro.

O corpo leva em média de duas a três semanas para criar os anticorpos que protegem contra a doença. Assim, é importante se vacinar cedo para garantir a imunização até o inverno, quando há mais casos de gripe. O período de maior circulação do vírus vai do final de maio até agosto. Quem tem alergia a ovo precisa consultar um médico antes de se vacinar.

Os 49,7 milhões do público-alvo são compostos por 21 milhões de idosos, 12,6 milhões de crianças, 8,1 milhões de pessoas com doenças crônicas, 4,1 milhões de trabalhadores de saúde, 2,2 milhões de gestantes, 674 mil presidiários, 604 mil índios, 360 mil puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias).

A vacina garante proteção contra três subtipos do vírus: A/H1N1, A/H3N2, e influenza B. Segundo o ministério, são os subtipos determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As doses custaram R$ 487,6 milhões. Ao todo, 240 mil profissionais vão participar da campanha. O Rio Grande do Sul já começou a vacinação, antes mesmo da campanha nacional.

Também foi lançada a campanha publicitária para divulgar a vacinação. Haverá filme para TV, peças para rádio e anúncios de revista e de rua. Serão investidos R$ 10 milhões.



Fonte: O Globo



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