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Veja como a menopausa pode afetar a saúde mental feminina

Compartilhe:     |  28 de abril de 2021

Não estamos passando por um momento fácil, a pandemia trouxe muita insegurança, nervosismo, preocupações e outros problemas que afetam diariamente a nossa saúde mental. Tudo isso combinado acabou virando um gatilho que levou muitas pessoas a procurarem consultórios de psicólogos nesse período.

Para mulheres que estão passando pelo período da menopausa, a situação pode se agravar ainda mais. “O momento mais crítico é a perimenopausa, que se inicia por volta dos 45 anos e termina até um ano após a menopausa, aos 51 anos de idade, em média. Essa fase é caracterizada por oscilações dos níveis hormonais — principalmente o estrogênio e a progesterona —, podendo desenvolver sintomas físicos (dores, ondas de calor e insônia), além de sintomas psíquicos como tristeza, ansiedade e irritabilidade, podendo progredir para uma depressão”, explica o psiquiatra Dr. Joel Rennó Jr., que desde 1998 está à frente do Programa Saúde Mental da Mulher (ProMulher) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP.

“O climatério, que engloba também o momento da perimenopausa, é um período de transição na vida da mulher — que vai dos 40 até 65 anos de idade —, marcando o encerramento de sua fase reprodutiva, quando os ovários param de trabalhar e ela chega à menopausa. Num mundo repleto de apelos de sexualidade, busca constante da juventude, encarar o fim desse ciclo pode mexer, e muito, com o emocional e a autoestima de qualquer mulher. Se considerarmos as mudanças hormonais, metabólicas, físicas e sociais decorrentes, dá para imaginar o porquê esse período pode causar depressão, ansiedade e outros transtornos em tantas mulheres. É importante poder contar com um especialista em saúde mental feminina neste período que pode ser tão frustrante, dependendo da estrutura emocional, psicológica e familiar de cada mulher.”

E o que contribui para esses sintomas depressivos além de genética e vulnerabilidade a essas oscilações hormonais? “Os fogachos, por exemplo, têm uma correlação muitas vezes com o agravamento e até o desencadeamento de alguns casos depressivos neste período”, garante o médico. “Gatilhos expressores intrínsecos à pandemia, como desesperança, insegurança em relação ao futuro, falta de controle, sobrecarga de trabalho, acabaram aumentando a procura [na clínica].”

E como manter a nossa saúde mental nessa fase? “Em primeiro lugar, observar mudanças de comportamento, de socialização (embora restrito pela pandemia), problemas de concentração, memória, não ter vontade de acordar cedo pela manhã, aumento do consumo de doces, álcool e remédios tarja preta, ter pensamentos muito negativos. Tudo isso pode ser um sinal de alerta e a recomendação é procurar um especialista, mesmo que seja de forma online”, diz Rennó. “Respeitando todas as regras, é importante fazer caminhadas, tomar um pouco de sol, dar pausas nos trabalhos diários, fazer algo prazeroso, as pessoas acabam não se dando esse direito por estar dentro de casa fazendo múltiplas tarefas nessa pandemia.”



Fonte: Vogue



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