Crônicas e Poesias

Vida

Compartilhe:     |  29 de outubro de 2018
Pelas ruas da cidade, pessoas andam no vai e vem
Não veem o cair da tarde, vão nos seus passos como reféns
De uma vida sem saída, vida sem vida, mal ou bemPelos bancos desses parques, ninguém se toca, sem perceber
Que onde o sol se esconde, o horizonte tenta dizer
Que há sempre um novo dia, a cada dia, em cada serNão é preciso uma verdade nova, uma ventura,
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto
E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universoPelos becos, pelos bares, pelos lugares que ninguém vê
Há sempre alguém querendo
Uma esperança, sobreviver
Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de terNão é preciso uma verdade nova, uma ventura,
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto
E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo

Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter

Talvez quem sabe por esta cidade passe um anjo
E por encanto abra suas asas sobre os homens
E dê vontade de se dar aos outros sem medida
A qualidade de poder viver vida, vida
Vida, vida



Fonte: Letra e Musicas



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