Notícias

Vídeo revela como ficam os músculos de frangos obrigados a ingerir hormônios de super crescimento

Compartilhe:     |  27 de abril de 2019

De acordo com especialistas, o fenômeno origina-se na criação seletiva de aves alimentadas para crescer de forma tão antinaturalmente maciça e tão rapidamente, que mal conseguem suportar o seu próprio peso.

Um vídeo realizado por uma ONG que atua em prol do bem-estar animal revelou um fenômeno, na verdade é um distúrbio degenerativo, conhecido como “carne de espaguete”.

Descrita como um ‘fenômeno repugnante’, pela Compassion in World Farming (CIWF), a carne de espaguete é um distúrbio muscular que afeta as fibras do músculo do peito das aves expostas aos hormônios. Os feixes de fibras que compõem o tecido muscular do músculo peitoral se separam e se assemelham ao longo aparência fina e cilíndrica de fios de espaguete.

De acordo com a CIWF, essa questão se origina em função da ingestão compulsória de estimuladores químicos que fazem com que os músculos cresçam além do que as aves conseguem suportar, o que se revela uma fonte de sofrimento imenso para elas.

Bem estar animal

“Esse crescimento perigosamente rápido tem conseqüências desastrosas para o bem-estar dos animais: as galinhas frequentemente lutam para andar e podem sofrer de deformidades nas pernas, problemas respiratórios e ataques cardíacos”, diz o CIWF.

“Pior ainda, eles podem passar a ter dor crônica desde o momento em que têm apenas duas semanas de vida – dor associada a distúrbios musculares degenerativos”.

A carne de espaguete – muito parecida com a sua igualmente desagradável prima: a “estria branca” (depósitos de gordura nos músculos causados por hormônios de crescimento acelerado), é o resultado direto desses distúrbios musculares. E a má notícia para os consumidores de carne é que a carne resultante de frangos que sofrem desses distúrbios está associada a menos proteína e gordura”.

O vídeo da CIWF mostra o que chama de “fenômeno repugnante”

Campanha

A CIWF lançou uma petição condenando as empresas de alimentos por essa prática e afirmando que esses distúrbios musculares degenerativos e o sofrimento que eles causam aos animais – são inaceitáveis.

“Até o momento, as soluções abordaram a nutrição, o manejo da ração, o processamento pós-produção e a incorporação de carne degradada aos produtos processados. Em suma, o foco tem sido tratar os sintomas, em vez de tratar o problema por sua causa”.

Frangos e galinhas são seres sencientes, capazes de sofrer, sentir e compreender conforme já foi atestado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, assinada por especialistas de várias áreas do conhecimento científico do mundo todo.

Esses animais são nossos companheiros de planeta e não inferiores aos humanos. Nada justifica o sofrimento dessas aves privadas de sua liberdade, submetidas a condições desumanas, trancadas em gaiolas superlotadas, separadas de seus filhos e morrendo das formas mais hediondas.

Uma alimentação livre de produtos de origem animal além de evitar o sofrimento desses e de tantos outros seres indefesos, ainda ajuda na sobrevivência do planeta, tão ameaçada por nossos atos irresponsáveis e ambiciosos.



Fonte: Anda



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Como deixar o seu cachorro mais feliz

Leia Mais