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Vinhos campeões são produzidos sem uma gota de água na irrigação

Compartilhe:     |  3 de agosto de 2014

O californiano tem mesmo um jeito diferente de encarar a vida. Mas uma viagem por lá não fica completa se você não se entregar a uma outra delícia.

É da região de Napa que vem os melhores vinhos dos Estados Unidos. Ao degustar é possível entender por que os vinhos produzidos em Napa são cada vez mais respeitados no mundo.

A região é pequena, é uma faixa de terra de 50 quilômetros de extensão. Mas existem quase 500 vinícolas em Napa produzindo vinhos de 11 variedades de uvas.

Nada de pesticidas, nem de adubo químico. Em uma vinícola de Napa, a lavoura é toda orgânica. Além disso, as parreiras não recebem uma gota de água de irrigação. Mas como elas ficam assim tão verdes em uma região tão árida? Isso é resultado de técnica e muito trabalho.

“Cada planta está muito bem enraizada. Algumas raízes estão entre quatro e seis metros de profundidade. Para achar a água e todos os nutrientes de que as plantas precisam. Isso torna o vinhedo mais saudável, com uma vida mais longa e mais resistente à pragas”, explica Jonah Beer, gerente geral da vinícola.

Vinícola autossustentável

Há 25 anos é assim. Além de orgânica, a vinícola é auto-sustentável. O sol é a fonte da energia elétrica que abastece a propriedade. Napa é uma terra de trabalho, beleza e também de história.

Uma das mais antigas vinícolas da região, com quase um século e meio de existência. Ela foi fundada por um alemão que deixou a Europa para fazer vinhos no novo mundo. Túneis escuros foram escavados há 130 anos por operários chineses. Foi um trabalho braçal. E até pouco tempo atrás era no mesmo local que a vinícola envelhecia seus vinhos. Não importa a temperatura que esteja lá fora. Dentro dos túneis ela não passa dos 18 graus.

Vinhos ocuparam o primeiro lugar em competições de Paris

Segredos dominados por homens. Até Laurie chegar e se tornar a primeira enóloga da vinícola. Ela tem muito orgulho dos vinhos que faz.

“Se você comparar um bordeaux francês e um cabernet daqui de Napa, eles estão no mesmo nível. Já participamos de competições em Paris e ficamos em primeiro lugar.”, conta Laurie Hook, enóloga.

Laurie conta que os vinhos campeões de prêmios da vinícola, um chardonnay e um cabernet, custam em média R$ 350 reais. É o vinho mais caro que eles têm na vinícola.



Fonte: Globo Repórter



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