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Visualização artística em 3D aproxima do público dados científicos de recifes de coral do Sul da Bahia

Compartilhe:     |  25 de agosto de 2020

O site do Projeto Coral Vivo acaba de receber uma novidade. Os monitoramentos ambientais realizados ao longo de anos, com uma série de dados robustos sobre recifes de coral da Costa do Descobrimento (BA) foram traduzidos por meio de visualização artística e interativa tridimensional. A ideia é facilitar para o público leigo o entendimento das variações das características físicas, químicas e biológicas desses frágeis e importantes ecossistemas. Trata-se de uma forma inovadora de divulgação científica. O projeto técnico e artístico é assinado pela professora Doris Kosminsky, do Departamento de Comunicação Visual da Escola de Belas Artes, e pelo professor Claudio Esperança, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), ambos da UFRJ. Eles contaram para o desenvolvimento das visualizações com os alunos de seus laboratórios.

“Os modernos recursos visuais artísticos irão facilitar que as pessoas entendam mais facilmente as variações que aconteceram num determinado tempo e espaço, e a respectiva abundância de espécies. As mudanças bruscas de temperatura e suas consequências estão apresentadas em formato atraente e acessível a todos”, avalia a oceanógrafa Flávia Guebert, coordenadora geral do Projeto Coral Vivo, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. O destaque é o ano de 2019, quando houve aumento de temperatura da água pelo fenômeno climático El Niño, e 90% das colônias de coral-de-fogo (Millepora alcicornis) morreram.

Esse fato é entendido por meio de um comparativo visual artístico, com ilustrações tridimensionais. Em uma análise visual através do tempo será possível observar a temperatura ficando mais elevada e o número de colônias de coral-de-fogo reduzindo. Após o período de estresse térmico, é possível observar a resiliência da espécie com a recuperação de algumas colônias em um curto período de tempo. Essa representação de realidade em 3D é chamada de diorama, e o público poderá visualizar os dados do recife escolhido em diferentes ângulos. As ilustrações são de autoria da designer Renata Amoedo, que atua no LabVis – Laboratório de Visualidade e Visualização, da professora Doris Kosminsky.

Nessa seção Visualização de Dados, no site www.coralvivo.org.br, estão representados dois tipos de monitoramento. Um é o monitoramento ambiental sistemático realizado exclusivamente pela equipe do Projeto Coral Vivo entre 2018 e 2020. Nele, foram fotografadas sempre as mesmas áreas num espaço de 5 metros, e anotados inúmeros dados científicos desses três recifes: Araripe, Mucugê e Parque Natural Municipal do Recife de Fora. O outro é o monitoramento Reef Check Brasil, que integra o Programa de Monitoramentos de Recifes de Coral das Nações Unidas, baseado na participação comunitária, e está disponível a maioria dos dados coletados entre 2007 e 2020, do Recife de Fora.

Você pode acessar agora mesmo essa novidade pelo: http://coralvivo.org.br/pesquisa-e-educacao/datavis

Sobre o Projeto Coral Vivo

O Projeto Coral Vivo nasceu no Museu Nacional/UFRJ e é realizado por 14 universidades e instituições de pesquisa. Trabalha para a conservação e a sustentabilidade socioambiental dos recifes de coral e ambientes coralíneos. Ele é um dos seis projetos ambientais que compõem a Rede de Projetos de Conservação de Biodiversidade Marinha (Biomar), criada em 2007 pela Petrobras em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e projetos patrocinados. São eles: Projeto Albatroz, Projeto Baleia Jubarte, Projeto Coral Vivo, Projeto Golfinho Rotador, Projeto Meros do Brasil e Projeto Tamar. Mais informações: www.coralvivo.org.br.

Confira o vídeo:



Fonte: Espaço Ecológico - Com Influência Comunicação -Mercia Ribeiro



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