Geografia Ambiental

Vizcarra começa campanha de reflorestamento para proteger Machu Picchu

Compartilhe:     |  12 de janeiro de 2020
(Arquivo) O complexo arqueológico de Machu Picchu

O presidente peruano, Martin Vizcarra, começou na última quinta-feira (09) uma campanha de reflorestamento com um milhão de árvores para o santuário arqueológico Machu Picchu, com o objetivo de proteger o símbolo inca das chuvas e deslizamentos que acontecem na região.

“Estamos aqui para começarmos com o plantio de um milhão de árvores na zona de amortecimento do santuário de Machu Picchu”, disse Vizcarra, em Machu Picchu, situada em Cusco.

O presidente explicou que a meta de um milhão de árvores “é uma obrigação do governo, da região, do município e de todos os cidadãos que querem proteger uma das maravilhas do mundo”.

A cidadela, situada no distrito de Machu Picchu, localizada na província de Urubamba, a 80 quilômetros a noroeste da cidade de Cuzco, antiga capital do império inca (séculos XV e XVI), há anos sofre a ameaça de deslizamentos no inverno, por causa das intensas chuvas, e incêndios no verão.

No último domingo, a empresa responsável pelo transporte de trem ao santuário decidiu suspender o serviço por questões de segurança, por causa de um deslizamento de pedras e lama ocasionado pelas chuvas. Após algumas horas, voltou ao normal.

Especialistas do Ministério do Meio Ambiente consideram necessário o plantio de árvores no cinturão ecológico, para proteger Machu Picchu e a flora e fauna que a cercam.

Em 1911, o santuário foi encontrado pelo expedicionário americano Hiram Bingham, considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983.

O complexo arqueológico é uma área de proteção com mais de 35 mil hectares no Peru, encravado na densa selva das yungas, situada na parte oriental dos Andes peruanos, e às margens do rio Urubamba.



Fonte: Ambiente Brasil - AFP



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