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VSR: novo estudo mostra que o vírus pode chegar mais cedo ao Nordeste

Compartilhe:     |  23 de janeiro de 2017

O vírus sincicial respiratório (VSR) representa um grande risco para bebês, principalmente os prematuros. Enquanto nos adultos ele pode causar um mero resfriado, nos menores de 2 anos, que são particularmente vulneráveis, o vírus pode provocar bronqueolite e pneumolite.

Sabe-se que, no Nordeste do país, o VSR está por trás de cerca de 40%, dos casos de hospitalização de crianças nessa faixa etária por problemas respiratórios. O resultado faz parte da pesquisa PREVINE (Prevalência, Fatores de Risco, Índices de Codetecção e Sazonalidade de Vírus Respiratórios em Crianças com Infecções no Trato Respiratório Inferior no NE do Brasil), coordenada pelo o médico Ricardo Queiroz Gurgel, Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Sergipe. “Em todo mundo, o VSR é a principal causa de doenças respiera´torias em crianças até os 3 anos”, explica Gurgel.

O estudo foi realizado na região Nordeste e acompanhou 507 crianças de 0 a 2 anos, entre abril de 2012 e março de 2013. O objetivo foi medir a prevalência do VSR e de outros sete vírus respiratórios em quatro grandes capitais nordestinas: Salvador (BA), Sergipe (AR), Recife (PE) e Maceió (AL). Os resultados mostraram que a sazonalidade do vírus acontece antes do que se imaginava. Acreditava-se que os casos começavam a aparecer em março, período associado às chuvas. Mas eles surgiram mais cedo. “Em fevereiro já houve um pico de ocorrência. Depois, junho e julho tiveram um grande índice também. Mas, de alguma forma, os casos ligados ao VSR ainda se concentraram no primeiro semestre, mantendo a associação entre a proliferação do vírus e a época das chuvas”, explica Gurgel.

A descoberta é importante porque para evitar a contaminação dos grupos de risco, que incluem bebês prematuros, além de crianças pequenas com cardiopatias e problemas respiratórios. Antes da temporada de circulação do vírus as crianças que se encaixam nesse perfil  recebem um medicamento à base de palivizumabe, um tipo de anticorpo com ação neutralizante e inibitória do vírus. “Possivelmente, no Nordeste talvez seja necessário usar o medicamento um pouco mais cedo –  o ideal seria que começasse em janeiro”, completa o médico. Esse tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde até o primeiro ano de vida para bebês prematuros nascidos com até 28 semanas, e também para bebês com displasia broncopulmonar e cardiopatias congênitas, até os dois anos.



Fonte: Revista Crescer - Naíma Saleh



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